quinta-feira, 31 de maio de 2012

Flores do Oriente (A Guerra Pela a Paz)



                                                             "Generals gathered in their masses
                                                             Just like witches at black masses
                                                             Evil minds that plot destruction
                                                             Sorcerers of death construction
                                                             In the fields the bodies burning
                                                             As the war machine keeps turning..."




1- Flor da Guerra


                  "Pensem nas meninas, cegas, inexatas                                                                                                                                                    
                   Pensem nas mulheres, rotas alteradas..."




Frágil, assustada
E a chamam cadela
Menina, mais nada
E foge da guerra


São homens, eis tudo
E os rege um instinto
São homens, contudo
Não são mais que pinto


Nesta aquarela de horror
De um triste caminho
Entrevado
Que a guerra travou


E que deus não tratou
Que só houvesse meninos?






2- Fores da Guerra


Costura em equipe
Cosem solução
Cortinam, fraternas
Sua salvação


Irmãs
Mais que sangue
Alma, coração
São a China inteira
Resistem ao Japão


Põe-se, assim, nelas
Triste poente
Sol dominação






3- Florão da Guerra


Sozinho resiste
A sua tentação
E dá-se ao combate
Malsão pelotão


E protege-os em igreja
O que antes de tudo
Os plantava no chão


Revestido em batina
Despoja-se, à vista
Dos pelos da pele
De homem egoísta


A pele é já outra
Cingiu-o ao acaso
Corpo discente
Para libertá-lo


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Edição Princeps






                                                               Para os pequenos, de Itabira a Aberdeen e à França


                                                                                                              " Há um menino
                                                                                                                Há um moleque
                                                                                                               Morando dentro do meu coração
                                                                                                              Toda vez que o adulto balança
                                                                                                              Ele vem pra me dar a mão"


Ora, pequeno
Ainda bem que lhe segui a receita
E fui feliz desde às três


Não existe hora mais perfeita
Do que a hora em que a vida espreita
A hora que É e não passa
A hora em que você mesmo se faça
Feliz desde às três!

São sorte e quinze!

A hora (ora!) é esta!
É chegado o tempo de festa!

O céu duas vezes incandesce

Quando nos brinda com o dia
E quando é a noite que desce


O que faço, pequeno?
Agradece!
Vive a tua sorte!
Aquela de desde às três?
Agora e muita outra vez!










"I ain't quite what you'd call an old soul
I'm still wet behind the ears
I've been around this track a couple of times
But now the dust is starting to clear"

terça-feira, 29 de maio de 2012

Poemudo (sont des mots qui vont très bien ensemble)



                                    
Sonhei uma louca que dizia:
O mais perto da poesia
Que cheguei foi Gabriel!


Eu que não toco o céu!
Que sou zumbido sem mel!
Que refloresto mancha em papel!
Que sou marulho sem onda
Só em arrebentação

Que só (en)colhi (porque plantei) incerteza!
Que só grafei (sem combate) tristeza!


Mas sonhos
Sonhos são
É sonho, louco!
Não é (!)
São (!)










Well, well, well
You just can't tell...

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Gotinha de Orvalho




Poucos conhecem Mandruvinha
É minha irmã mais novinha
(novinha há já um tempão!)
Batizada por acidente e em reverso

E não o explicarei nestes versos
Que não é casta história, não!

"Já nem tão jovem!", se diria

Mas salva em etimologia
"Julia" é jovem, é isso aí!
E quem possa acompanhar-lhe o passo
Que conteste a solução fácil
E apague o que escrevi


Julia fala e não é pouco!
Eu às vezes fico louco!
Ou fico rouco de ouvir...
Mas se o que fala não tem custo
Tem é graça o que profere
E então prefiro sorrir


Duas vezes Nogueira
Mas se "Maia" há quem a queira
Colem Iracema a si!


Em aniversário só falo "em prol"
Então deixo à Gotinha de Orvalho
Beijo do Rainho de Sol!

= : *



Bei-Ju!

Don'Anna


                                                                                         Pára, Anna Luiza!

Não sou, Anna
Poeta "dal"
Sou
(E já o inscrevi em seus muros)
Poeta-jogral
Mas como quedar-me claro
Se sou em queda e desigual?


Mas há quedas retumbantes
E o silêncio vem depois
Vem o que depõe
A poeira que o tempo interpôs


Mas não interpõe sem recurso
à melhora
E não mais que pede e perde
O que ajoelhado ora


"Levanta-te e anda!"
Mas não sou Jesus
Fraco
Nem suportei minha cruz


Mas amigo
Ainda tíbio
É foco de luz!


Erga, moça
A clave forte!
É de sol!
Sorte!


(E essa moça
Sumida no limbo
Andará por aí
E sorrindo?)


Mira alto!
Anda erguida!
Nada de moça combalida!

domingo, 27 de maio de 2012

Tarda Feição (Noite Escura)



                                                                                                                                       Para Quê?

"Escuridão

 Noite liquefeita
 Tudo toma a forma
 De um corpo que se deita
 Na solidão
 De uma cama desfeita
 Um corpo em tempestade
 Agora já é tarde"



A noite é escura,
escura.
Ninguém cura
o que procura
em face da solidão.

Rostos, corpos
formas,
a que engole
a escuridão.

Procurei, errei
tardei;
semblante em sombra,
imprecisão.

Frustra busca
se a ofusca
a negação.

Nem face,
nem rosto ou semblante;
procurava
a feição.

sábado, 26 de maio de 2012

Vozes (Casta Poupada ao Pop)





                                                                                                            Para Um Berto Qu'é Singer


"...a cada segundo
    o pânico aumenta
    e uma sombra arrebenta
    a porta dos fundos..."


Sinto que vou ser morto
Já vejo o caminho torto
Sem razão se abreviar


Ora, devaneio, me poupa!
Que tiro à queima-roupa
Só de Lennon pra lá!


Você não é nem mesmo gaúcho!
E o pop poupa alguma gente
Essa gente sem expressão!


Então, meu amigo, relaxa!
Que com gente da sua casta
Não se gasta munição!






As I dream about movies
They won't make of me when I'm dead

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Sorte e quinze



                                                                                               Para Octávio, meu irmão dê coração e de mente




La montre nous montre:
C'est l'heure de vivre!


Às sorte e quinze me levanto
E tomo o café pra ter à escola

A escola não é bem um bem da gente
Mas, lépido, vou contente


E penso nessa outra gente contente
Gente de que sou tão diferente
E pra que só servem bens bem seus
E seguem esse credo outro
Credo! em que sou ateu


É bem como diz o Octávio
Casa grande, carro do ano
Mulher- troféu, tudo importado
Nada mais lhes importa
Pensamento abreviado


Abreviado me veem
Em meu tempo de sorte
Mas o que vejo é a eles
Às quinze para a morte
Tomando café, o último
Sem eira nem beira de norte




Yeah, I know what's gold

Exactly those things night cannot behold




quarta-feira, 23 de maio de 2012

Registre: Atue-se.


Empenhar o coração
É diferente
Por isso, amigo
Nem tente
Empenhar-se em o reaver


É bem que se dá sem  garantia
E o que se lhe devolveria
Não o poderia reconhecer


Mais parece, Senhora
Perpétua
Penhora
Ó, Senhora!
Socorrei!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Peccatores



E como louvar-Te a obra
Sendo só sobra
A pureza de então?


Então há na sombra cobras
E ainda mais frutas que maçã
E a febre consome, terçã
Os fundamentos do cristão


Não há fundamento
De abster-se
Deslumbramento
Percorrer-se
Por quem lhe oferece a mão


E pecado é não ser embalado
Pelo que desembrulhado
Direto do coração

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Ar de Dezembro

"A gente corre pra se esconder
  E se amar, se amar até o fim..."


Só não vejo que crime é amar
E na noite deixar-se
Diante de relatos 
Tórridos como nunca antes
Contaminar-se do desejo


Se nos amamos todos
Se esta quer aquela
Aquela, aqueloutra
E aqueloutra a mim
Não havendo no jogo juiz
Não é difícil adivinhar
Nem é possível censurar
O fim do só
Começo


Pra quê, Senhor!
Amigas de tanta beleza?
Não fossem ao menos prova
Tão nítida da Tua destreza
Mais fácil a castidade
E a calma de louvar-Te!


Arrependido?
Ardo!





Verde-Kédma (cor de festa junina)




                                 Para Kédma, manauara verde.

Devo-te um poema de cores

Porque cores são como tu
Vivas, ainda que de dores
Mesmo o arroxeado fundo
De um dia entristecido 
Guarda bela sua cor
Que é a cor de ter vivido

E não o digo pra que cores

E sim o digo porque corres
Sempre ao encontro de mim
Dando-me à escrita, manauara
Batismo em cor, Alvorada!

Deste-me o róseo alaranjado

Da amizade que te conservo
E me encorajaste, congratulação
A derramar-me por escrito
Não em prantos, em sorriso
E terno


E é porque tu, Estrela
Me conduzes
Que dou ao mundo minhas luzes
As luzes que invento a teus sabores
E que teu prisma, generoso
Reparte em cores

sábado, 19 de maio de 2012

Campanha

                                                                              
                                                                                                     Para a crescente Chiquinha e seu quase guru escuro



"La vie n'est qu'une succession de tracas, de difficultés, d'obstacles et de conflits qu'on parvient à surmonter grâce aux autres et à la part d'humanité qui se cache au fonde de chacun".      


A vida é um jogo de campanha
Todos jogam
Ninguém ganha

O coração menos bate
Que apanha
E as regras?
Por que não nos é dado conhecer?

É, Machado!
Não há imprecar!
Não há planger!

Mas o horizonte distante
A gente quer ver

Mas vai longe!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

É, mas...

Ah, coração, coração!
Se te agrilhoasse a razão...
Mais batias que apanhavas!
E nunca nada em vão...

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Moça de Batom Vermelho (Poema de Chiquinha)

                                          Para Marina Horta

Poema de Chiquinha grande

De batom vermelho
E deixando pra trás
O que é desmantelo
E dando guarida ao bom
Que é bom mantê-lo


Leonina bonita,
Não se deu pra choro!
Leonina, acredita!
Te louvamos em coro!


Lava o rosto e sorri
Tertúlia em Túlio
E não me molhes a mim
Que também te aturo


Só não te aturo mole!
Que tu nem podes..
Só não te aturo em escuro!
Que o páreo é duro...


Lava o rosto e volta aqui!
Ou lá,
Que Su porta porto


Consolo de irmã
Colo de mãe
Musa de clã


Elã 


Família.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Leão (Luto da Luta)



Eu só queria que esses astros
Que de tão alto me regem
Tão régios quanto sejam
Se pusessem de acordo

Do contrário de que me valeria

Esse alinhamento do Sol com Júpiter?
Tanto sol pra tão pouca claridade!
E esta chama que, quando arde...


Algo deve haver que o contrapese
Algo deve haver, sim, em que pese
A alegria que me ouvem e lhes agrada
Alegria que não me leem, deem-me páginas


Mas se me grafo, se muito me escrevo
Pode ser a solução o que entrevejo
Gastar, "estar nas tintas" a melancolia
Só deixar amanhecer o de que se ria


Não! Esta proposta não se faz à sério
Dentes expostos à luz
E aos cerrados necrotério?!


Só seria rima ou abrigaria solução
Outorgar-lhes cessar-fogo
Impor-lhes trégua aos irmãos?

São ambas partes de mim

A parte que sente e a arguta
São parte e estejam em mim
E só parta de mim a luta!



Ps: Agradeço a Luciana Morato, de Leão pra Leão, pela pelúcia.    = : )

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Lua do Porto


                                  Para Luana Drumond

Apresente-me o poeta, moça!

Há presentes em mim poetas!
E se a casa não é de França,
Há Senas outros a navegar.


Acenas desde o Porto
E boas novas me trazes!
Hão de ser boas as cenas; confio!
Cofio a barba e me abrigo da chuva, 
E o retiro é salutar!


Mas não me retiro de nós
Nem nos desatamos Dela
A poesia é o ar!


Ao tédio daqui
Preferia estar
Em fado de Lisboa!
(Ó, Madre! Deus!)


Ai, não sei!
Sou eu num lamento impetuoso
Ou já ímpeto lamentado


Obrigo-me à
Cinjo-me à
Responsabilidade!


Mas me brindo
E preciso ser
Possível rompê-la
E faz-se tarde!


Boa noite, moça!
E se o sono, mesmo,
Se entrecorta
Sejam bons os sonhos teus,
Luana du Monde!

domingo, 13 de maio de 2012

Célula Mater (Ei, mãe! Quem precisa exatamente o de dizer?)




A durabilidade de um Orlando, e não sua dura habilidade. Vence o desejo tempos que venceram a substância, já agora inacessível. Woolf e quiçá depois Clarice. E vou conhecendo-a através do pra que olhava. 

"Limítrofe", limítrofe... A palavra rompia o silêncio e ecoou algumas vezes nos meus dias e fê-los claros e, claro, turvos. Um enigma. Ou poderiam maternidade e a vontade de exercê-la a bem domar forças alhures tão indômitas e aqui recônditas? Porque outros debordaram por ela. A verdade não existe para ser sabida, porque só toco o "pra que olhou", sem que jamais ma vá tocar a sorte de saber como tocou de volta.


Fui tocado, escorraçado dessa possibilidade. Ninguém me pode dar testemunho mais lauto do que o banquete que ainda já agora está em minhas prateleiras. Sobreviveu-se. Mas talvez se tenha passado agravada.

Talvez me faça forte o aporte, a mim, do que nela a maculava, porque imigrante. Mas é em mim emigrante. Melhor! Won't ever dwell. Foi o que me foi bastante para que não me tenha ido. Debordei. Sobrevivi à ultrapassagem das minhas fronteiras, refundadas, agosto, em termos em que não pudeste, julho.

Juro! Há gosto!

Nunca fui exata mente. O que dizer?

sábado, 12 de maio de 2012

Mais on dit France???

Almoço fraterno na saída de França. Fraternidades na cabeça vermelha. Tarde aberta. O carro tomado na Antônio Aleixo, esplêndido corredor verde. Ladeira abaixo só se veem copas em encontro. Verdação (mais pas vert de peur). Não é preciso vir da Irlanda para dar-se conta. Talvez sequer Petrolina. E o verde leva a páginas da Luís de Bessa (onde quatro mineiros se encontram; sem centro, sem mercado). A Praça é dez e tem ares de vinte, renovada-envelhecida em mais que carvalhos. Na João Pinheiro em que já me abriguei três vezes estático o bonito Afonso Pena, ainda antes da vetusta casa de que também é patrono. Timbiras abaixo em Boa Viagem, sim, copada. O róseo Instituto de Educação e Alfredo Balena, verde. Francisco Sales, Chateaubriand. Intervalo cinza, mas saudades... verdes. Mas o Lafaiete já quase Cândido é de novo verde, verde-horto. 
E chego. Vivo? Morto?
"Viver cansa mesmo vivendo na França, mesmo indo de avião".
Não, minha casa não é de França. 
Minha casa é de pau, Brasil!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Cometa







The human heart
A captive in the snow




Meu nome é passado
Meu habitat é o calabouço
Ou se és taurina, radical
Em cemitérios me repouso


Já fui "moço" algum dia
"namoradudo", "mamão" e "babucho"
"pepepéu", "Bi", "Tantan" e "Bonito"
Mas o que sou só vem à flor
De mármores e granitos


De álbuns já me apaguei
Em murais sou interdito
A vida sem luz não me assombra
O que há na sombra é nutrir-me conflito


O tempo ex teve e já passou
Pela esquina dos aflitos
Onde o furtado se vende barato
E é o avesso da lei mecanismo


Se me furtei não me entrevistei
Com o atrito, a dor, o perigo
E exorbitei em vez de deixar-me
Estar frente a frente comigo




And if there comes a time
Guns and gates no longer hold you in...

terça-feira, 8 de maio de 2012

Há Já Saudade de Pernambuco



Quero Rayra e Jéssi cá;
lá é longe demais.
Quero sorriso que vence o canto da boca
e sotaque que só faz cantar.
Quero Rayra reclamar que parei longe
no local mais perto que há.
Quero Jéssica luz tão profunda e concluída
que não posso ir entendendo já.
Quero Rayra de um tal de "autismo"
que é só espera pra causar.
Quero todas admiradas de tanta árvore que há, 
chocadas do respeito à faixa que não há.
Quero Rayra querendo curtir o "friozinho"
e fechando a janela para ele não entrar.
Quero todas achando a cidade bonita
e a gente hospitaleira.
Portadora de um novo horizonte,
tão belo, que se semeia.
Quero Rayra pagando a hospitalidade
com não dizer : "Oxi, tu tá se passando!".
Quero Jéssica esquecendo no carro
o chocolate que já não é seu
e aqui em casa o que agora era.
Quero todas contando de um "sol de rachar"
e ostentando cabelos bem pretos.
Quero Rayra apenas se deixar apertar 
e só apertar na hora em que, indo embora,
dá o aperto.


Quero tudo quanto há!
Quero mas não tô de bode! 
Não pode! Não perdem por esperar!
Um beijo.
Um cheiro.
Até já!


= : )


domingo, 6 de maio de 2012

Na Levada Levadona



Breja brejeira
Vai-me dentro
E me desarmo
Em contentamento


Leva, Dona!
Meu presente
Estive e cantei
Insistente
Que tudo me ocorre
Em socorro

E vêm-me canções

Sussurradas
E as verto e devolvo
Ins-piradas
E banham nossa  "prosação"


Conversa, papo, lamento
Entorno
E não há (sou irmão)
Estorvo
Meus ombros
São pouso de ti


Me leva, dona!
Pro espetim!




Espeto, Nelson, é não a encontrar!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Frieiro ou Drummond


Vou no enleio ou leio?
Onde há produção?
Um satisfaz a pena
(satisfaz ou apena?)
O outro, o coração


Mas se em livros me livro
E se viajo no escrito
Como ficam os versos livres
Que me recolhem do chão?


Escrevo pra depois ler
Escrevo pra recolher
De mim a própria impressão


Fio-me em Drummond!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Dei Cabo ao Frio





Meu pai é do leão amoroso
(diriam "Carente!" alguns)
Viaja e lá vêm suas notícias
Em postais-sms
Menos bonitos, pros olhos banais


Os meus não o são, creio, tanto
Os meus limpam-nos pranto
E a saudade os faz cristalinos


Então me basta o silêncio
(só algum, sem anulação)

E ó que trepo no verbo
Cavalgo interjeição
E alcanço e até transcendo
O paradeiro do leão!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Carminado


                                                                                            
Quase houve, tanto, coisas
Que fomos ficando a fim
Houve tanta quase coisa
Que fomos ficando assim
Ao depois, procrastinados
E depôs as armas de mim


Houve tanto
Ouço tanto
E fomos ficando, sim
Os sem destino
Os sem fim


Coisas que não se explicam
Coisas de medo ou afim




I turn to look but it was gone
I cannot put my finger on it now


PS: Pra que cá não expire em dias.