segunda-feira, 31 de maio de 2010









Prometera-me prescindir dos posts com ares de página de diário, mas vindo de obedecer, desvairadamente pauliceio, aos desejos adolescentes, entrego-me, por coerência, a post gabarola!

Passei a noite de sábado no “Palestra Itália”, casa de porcos, ao som de uma das melhores e mais longevas bandas de rock do planeta! É, jogaram pérolas aos porcos!

Mr Tyler, make no mistake, é o pai da diversão, o mestre da presença, and he delivers! Apoiado pelo competente-ainda-que-mudo quarteto, botou a casa abaixo, para maravilhamento dos milhares de enlouquecidos. Não que tenham sido a melhor companhia da jornada, mas isso são outros quinhentos...

E por falar na unidade mais nobre do insano exército, como é normal nessas ocasiões, estive dando especial atenção às canções do quinteto e, embora não sejam letristas (não são Dylans, Waters, ou mesmo Hetfields), despejam, once in a while, suas boas pérolas.

Naquela canção em que os ouvintes são convidados a se compadecer do nerd todo trabalhado em buracos cardíacos, Mr. Tyler diz que “for every love letter written, there’s another one burned”.

Isso me soa como máxima! Parece mais um imperativo! Aproveitando figura que surge na mesma canção, não há mesmo sentido em espetar os dedos nos espinhos sem flores dos amores invernados! Já que a memória é mesmo a imaginação baseada em fatos reais, tome o real d’agora e o projete em sonhos, todo trabalhado na esperança onírica!

Dream on, dream until your dream comes true!




quarta-feira, 26 de maio de 2010

"...o meu sonho é tão real..."


Naquela noite, em que decidira dar-se paz, nada o alcançava além do insistente marulhar com que as janelas abertas o presenteavam.



quinta-feira, 20 de maio de 2010

Fruto do meio... da situação.


Talvez assista razão aos que dizem que o somos. Venho de ler “Da Velhice”, apologia da idade avançada, do que possa ter de louvável, engendrada por Cícero. Talvez seja ocioso dizer que ele a lavrou em idade provecta. Sim! Cícero, retirado de Roma, não por vontade, propriamente, mas por força das circunstâncias, teve uma fase de superabundância filosófica, em que escreveu várias obras, entre as quais o referido diálogo.

A sabedoria que se detecta no projeto de Cícero, anda ainda hoje a inspirar o povo, do que dão prova provérbios da laia do “Se já está no inferno, abrace o capeta”, que pode ser conjugado, neste universo temático, com “Se não pode vencê-lo, junte-se a ele”; vale dizer: “Cara, tá velho? Então aceite, serene, e se ponha a fazer coisas de velho, cara! E dê um jeito de se regozijar!”

Estou com o grande Cícero nesta! Acho que é um bom expediente esse de ver sempre o lado bom das coisas. Mas é ver-lhes o lado bom, e não iludir-se! Tapar o sol com a peneira não vale, até porque, como mais de uma vez tenho dito, bronzeado quadriculado é ridículo! (Em verdade, dada a inclemência do sol e o avanço do conhecimento científico sobre a gênese das doenças que nos atacam a pele, sou da opinião de que o bronzeado é, em si, ridículo, mas enfim... vida longa aos trigueiros!)

Como já há muito dizem os pragmáticos, contudo, “o contexto é tudo nesta vida”, com o que concordam os célebres, a cada vez que são vitimados pelo escárnio público, (des)graças à edição criminosa de jornalistas bufões. Assim, tenho pra mim que, se a Cícero fosse dado reincarnar em jovem corpo superstar, o seu abraço no capeta teria outras ressonâncias. Diria então, afinado com os guris do Kaiser Chiefs “We're going to hell anyway, let's travel first class”, e esse abraço no capeta haveria de traduzir-se em “Live fast, die young”, “It's better to burn out than fade away!”, “é melhor viver dez anos a mil que mil anos a dez”, e “vida louca, vida, vida breve! Já que não posso te levar, quero que você me leve!”

Mas Cícero tem razão, pra tudo há um tempo; um tempo para pensar como a sua versão provecta, um tempo para, tendo-lhe aversão, pensar como os Chiefs.

Onde estou? Na ponte! Alguém me aponte a direção!
No mais, a vida se me oferece, cravo minhas fichas cá nela: Alea jacta est.


terça-feira, 18 de maio de 2010

Tira a mão! Tá loco, meu?

Segundo consta, hoje é o dia da luta antimanicomial.
Poupo minha energia verbal pra outras atividades inscritas na semana. Deixo a palavra a Hetfield, com seu vocal "cabra-macho". O cara engendrou a boa letra que ora lhes deixo, como também as concebeu muito boas sobre o suicídio (Fade to Black), a guerra (One), a estupidez do fanatismo religioso (The god that failed), a pena de morte sob o ponto de vista do condenado (Riding the lightning), as drogas (Master of Puppets), além de outras. "Louco é quem me diz..."


sábado, 15 de maio de 2010

Justa Posição?

Se o acaso, ao depois,
Imprime o medo em real tormento
Fá-lo pós-pressentimento?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

"Viver é muito perigoso" no mundo arisco.

HÁ RISCO? HÁ RISCO!
ARRISCO?... ARRISCO!

"I have no power over this
You know I'm afraid
The walls I built are crumblig
The water is moving
I'm slipping away"

M'ARrebata!




terça-feira, 11 de maio de 2010

Fatores de ordem


Até bacana.
Até elegante.
Até inteligente.
Até interessante.

Bacana até!
Elegante até!
Inteligente até!
Interresante até!

sábado, 8 de maio de 2010

Di Vago ou Das Coisas Vagas


O título não poderia senão ser burlesco. Veio-me por uma questão de pele. Explico.

Outro dia, como vira e mexe me passa, questionavam-me a tão irrevogável (salvo com alguma dor e muita grana) opção estética pela dermopigmentação artística, vulgo, tatuagem. Como sempre quando me passa, fiquei algo passado com alguns dos argumentos. Um deles, com que mais gosto de brincar, é aquele de que "Cara, já pensou quando você ficar velho, aquelas pelanca tatuada?" Como sempre diante desse argumento, ponderei: "Cara, você acha mesmo que, seja o caso da minha estadia aqui prolongar-se a ponto de as pelancas serem tantas, me importará um puto que sejam verdes, pretas, ou da cor da "pele"?" Confesso, no entanto, que os há melhores. As contraindicações serão sempre tão melhores quanto mais acionem o medo. Assim, estando todos (tá, nem todoso, vai) tão preocupados com o futuro, um muito bom argumento é aquele da situação em que se encontrará o tatuado, seja o caso de deparar um futuro forçosamente formal. Para não ir longe, um no meio jurídico! Não, não discutirei as possibilidades de penetração do dermopigmentado nesse meio, nem coisa assim. É que essa questão, que trago sempre à flor da pele, só me serviu de gatilho para dar mais uma olhada na coisa da conservação.


Como em mais de uma oportunidade já disse (como naquele post em que citava o filme "Edukators"), a juventude parece ter por hábito a contestação, até que o adulto, de tanto amealhar coisas, começa a achar que tem razões de monta para ser um conservador, pois que as quer conservar. Há também, é claro, os que não as têm para conservar, mas justamente por isso se dobram à vontade dos que as têm. Há, ainda e pateticamente, os que alguma vaidade fútil leva à convicção de que têm o perfil do latifundiário ou do industrial, e repetem por aí a ladainha do avanço econômico ("É a livre iniciativa, igualdade aos desiguais....".)

Deixemos tudo! Toda a lenga-lenga foi para expor um meu novo (mas não sei se o conservarei) corolário: Não há nada de essencialmente bom ou essencialmente ruim em conservar ou mudar, em ser reacionário ou revolucionário. A questão é a da qualidade do posto! Nem todo o estado de coisas me convida a sua supressão!

E você, o que quer conservar?




"My history's written on me in tattoed ink."

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Nem toda poesia te rende, prosa!

Este aqui nem sei o que é. Não sei se é "vida na zona", se "página de diário" genérica, but then again, "what's in a name"?
Vem-nos através de relatos de outros tempos, ou talvez através dos de hoje, mas de outros lugares menos conturbados, que a interação entre janotas "poeteiros" e moçoilas mui virginalmente faceiras já rendeu muuuuita prosa! Já aquela moça Lee e aquele rapaz Jabour sustentam que amor é prosa, e sexo, poesia. Talvez nessa interação, para que se faça inteira ação, seja bom que que a prosa engendrada pela poesia engendre poeisa à Lee-Jabour.
Mas e a vida na zona? Calma! Luz vermelha não! É que metáforas e símbolos funcionam diversamente em áreas diversas. Ontem, depois de ficar horas e horas e horas e horas e horas(...) na zona eleitoral escutando a indignação popular com a inconveniência que lhes gera o direito-dever de votar (...pariu, então, sô! Indamais pá votá in fi di rapariga!), tive pra mim que os namorados-votantes têm de entender que o conúbio entre eles e os namorados-votados muda tudo. Toda a razão ao Sr. Cuomo (a.k.a Mr. New York New York):


"You campaign in poetry and you govern in prose"

O duro é que aqui, no durar da prosa, não há volta à poesia!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

deu-sE O CASO!




Os filhos de deus não costumam bem-vir as segundas-feiras. E não acho que seja uma questão de deixarem pra trás o dia consagrado ao pai; não é a superação do domingo, é a chegada do penta-feiras! Pior que pentagramas só isso!

Hoje, como sói acontecer às segundas (que são inevitavelmente as primeiras) , comecei com Penna das mais agradáveis. Com efeito, seminários de literatura latina são bons abre-alas semanais, mormente quando, já tendo falado na edição interior, ia ser-me dado apenas escutar (difícil imaginar, né!).
A discussão era sobre escolas filosóficas: Cinismo, Epicurismo, Estoicismo.... A certa altura, uma guria põe-se a dizer algo do tipo: "Os deuses de então não tinham as virtudes do nosso (????!!!!) DEUS de hoje. Pensa bem! Virar touro pra seduzir a mulher de alguém?!...", ao que contrapôs um nosso colega, com muito jeito, sem ares de embate, o argumento de que não era uma questão de tais deuses não serem "virtuosos", mas de estarmos diante de conceituações diferentes, visões diferentes. Assim, naquele tempo, mentir, por exemplo, talvez não fosse algo absolutamente condenável, mas um recurso, perigoso, é verdade, mas que poderia ser usado com justiça.

Mas não fomos feitos à imagem e semelhança de.... DEUS? Hum.... Sei não, talvez dos...