quinta-feira, 28 de abril de 2011

quarta-feira, 27 de abril de 2011

ARvore(nre)do

Sou daqule verde sobre cinza
Da esperança sobre gris.
Verde em primeiro.
O plano maciço.
Cinza em fundo... pano.

Projeto-me, projeto de mim!
De ver o des-
vão de mim!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Pasparmis

"Atrás de brilho e de barulho" X "Escondido dentro de si mesmo"



quinta-feira, 21 de abril de 2011

Translucidamente Opaco


Serei, Pai?
Serei... pai?
Serei...
adorado sob falsas premissas
abandonado por ídolos que julgarei estúpidos e bizarros
serei lei a despeito de a ter sempre secretamente querido derrubar
algoz da maternidade em suposto atroz jugo
morto em nome da maturidade e canonizado depois de morto
ultrapassado por ícones que saberei intangíveis
respeitado por dever de ofício
amado timida e retributivamente
ou arrebatadamente, em paga de ter sido o despótico e lacônico biógrafo de mim
ou, e melhor,
sincera e entusiasmadamente, por ter engendrado o de mim tão dessemelhante
o ser do não-ser /se há rei!/

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Uma incerta falsa moralidade. Um tenebroso delirante pudor. É preciso fazer disso o luto.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

De chofre...

O mérito é meu,
Me dê mérito!
A culpa... a culpa é minha!
Me demérito!
Do as you please
Take the risk...


Collect the outcome!!

Quero o risco;
Me traço.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Estado Incivil: "...tempo de homens partidos"

Te partem a cara? "Tiram sarro de vc que não faz nada"? Partamos a ignorância, partamos à violência, à virulência, à truculência! O voto é facultativo, porra!

Dia desses li de algum homem cultivado que o voto no Brasil já é facultativo, dada a brandura das consequências que se abatem sobre o sujeito que não vota. É, era dado a gracinhas!

Devido ao seu absenteísmo, um tipo que não viu as filas do voto paga, num dia a sua escolha (pode ser um dia sem fila nos bancos), a singela multa de R$ 3,50. Sabem disso uns quantos que deixaram de votar e a pagaram, o que não apaga o fato de que uns outros tantos temem outros muito piores e folclóricos desdobramentos.


Dizem que o voto facultativo não pode prosperar porque, além de poucas pessoas "conscientes", votariam apenas os do voto vendido. Não sei, parece-me que estes já votam bastante, o que talvez pudesse aumentar era o peso relativo de seus votos. Mas isso é relativo, hein! Isso do voto ser obrigatório já torna bem mais fácil a venda. Primeiro porque uma simples carona para o sujeito desincumbir-se da "chatice de tirá o tito" já vale um voto. A cortesia de quitar a multa também vale. E adivinha para quem vai o valor das multas que se pagam à Justiça Eleitoral? Vai aos cofres dos partidos, pois o tal valor integra o fundo partidário.

AGora me diga: que deputados defenderão o voto facultativo? Os no domínio de suas faculdades? Os no domínio de seus currais? Jamais! Os eleitos pelo voto dos vendidos são até à morte pela obrigação; são-no por obrigação... de sobrevivência.

Dizem que o voto facultativo conduziria à apatia do eleitorado. Hein? Onde anda você, meu caro? EStá mesmo funcionando isso da obrigação, hein! Depois de anos e anos e anos e anos disso, o eleitor está mesmo muito consciente. Elegem palhaços como forma de protesto! Melhor seria se protestassem ficando em casa, sem votar nos palhaços, e sem lhes enviar lotes de R$ 3,50!

Mas o voto vai continuar obrigatório, acho que nisso não há escolha, né!
Inté!


sábado, 2 de abril de 2011

Trás-o-Trago

Tão sólido quanto seja teu castelo,
Tão indevassável,
De tão intransponíveis muros,
Deserta-o!

Deserta-o antes que o tome o ermo,
Que o tome o visgo,
Que o tome essa noite!

Habita-lhe os jardins!
As camélias, enquanto tépidas,
Traga-as!

Traga o ar que trazes
Nos interstícios da morte
O fim
Que traga!