quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Você é o que não come!

Começara havia pouco na vida aquilo de a quilo, já que a integralidade curricular pré-vestibular me impunha o abandono do refeitório doméstico. Lástima, pois aquilo me convinha, comer segregado, tendo sido sempre justamente "o que não come"! Travava-me para a divisão da mesa com  uma dúzia, ainda que fosse mais apostólico que tímido, a pouca variedade nutricional a que estava disposto. 

Parêntese: complexo de inferioridade megalÔmano; não te aprovam, não te curtem (para ser bibliofacialmente atual) mas te põem reparo todo o tempo, inclusive em teu prato... ok!

O fato é que as corridas à casa ainda materna tornavam-se energetica e monetariamente contraproducentes, então cerrei fileira com os do quilo, e tornei-me comensal. Já na estreia, justapõe-se Viçosa (o apelido era geográfico, não era moça, nem de se olhar, apenas nascido na tecnópolis): Esse é o abacaxi mais caro que você vai comer na sua vida!

Senti-me meio bobo no momento. O Viçosa julgava-se credenciado para palpitar saúde, já que seu pai era médico ("espião da casa do caralho", em sua terna e anatômica expressão). E acabei deixando de lado por um tempo o carmenmirandismo gastronômico.Passado algum tempo, a frustração do prato vazio, a carnavalização cromática sugerida pelos expertos e o sincero amor por mangas e abacaxis restituíram-me as frutas ao prato.

Eis que dia desses topo o pós-graduando Viçosa num a quilo do shopping, MINADO pelos anos. Sempre o mesmo, cabelos espetados à Guinle, churrasco, fritas e tais. Aquele confronto me deixou mais jovem do que o espantado "Mas 32!?" que a generosidade às vezes me concede.Muitas graças ao pomar, e, verdade seja dita, ao Chato Bial, com seu fomento à aplicação diuturna do protetor solar.

Viçosa, você é o que não come! Um banana! Um maracujá-banana!

"Ai, ai, ai, ai, é o canto do pregoneiro. Que com sua harmonia traz alegria in south american way!"

sábado, 27 de agosto de 2011

Mater Certíssima

Freud espantava-se da organização societária ao redor da figura paterna, e por uma razão muito simples: o pai sempre foi uma hipótese. A mãe, como diziam os latinos, sempre foi certa, certíssima! Mas o pai, agora, pode pelo menos ser verificado.

Dizia-me minha mãe que, quando morava com suas tias, muito bem tratada embora, não tinha um tratamento tão VIP quanto o que se reservava a sua prima, filha de irmã, e não de irmão, como era. Tem sentido, sobretudo considerando-se a consideração que não tinham as tias pela minha avó.

Mas a verificação do pai veio a destempo, que a figura já não brilha tanto. Por aqui, acabamos de trocar um pai dos pobres por uma boa e velha (nem tão velha e nem muito menos tão boa) mãe. Os enlatados estadunidenses também dão sua mostra da coisa. Nos anos 50 fazia muito sucesso nas barbas do Tio Sam um seriado chamado "Father Knows Best"; nele, a família metia-se em todo o tipo de apuro vespertino, apuros de que só saiam quando o heroico pai chegava em casa, depois do trabalho, para restituir ao lar a paz que o marcava sob sua égide.

Hoje em dia, em contrapartida, esses "fathers" são o Homer Simpson e o Dino da Silva Sauro. Será isso mesmo? Depois das explicações sugeridas por Freud os Édipos exorbitaram o controle paterno, soltaram-se, mataram seus pais a torto e a direito, sem sequer a "exorbitância".... dos olhos! E vão os Danilinhos proíbir Ricardos mundo afora!

Mães, façam boas escolhas! FRANcamente, não vão dar MARGEm a que se perca a família!  


Essas mulheres estão chegando mais rapidamente que os alquimistas!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

sábado, 13 de agosto de 2011

Embromelhando

A porta não pode quedar-se aberta. Levou então a chave. Apenas a da porta, a de que precisava para fechá-la, e apenas para devolvê-la, já no dia seguinte, com carinho, fé, e em equívoco onomástico: "Daniel Jesus ti ama".

Embora a constância das medidas e o fato de passar mesmo a Bíblia a semana sobre a vítrea mesa do escritório possam sugerir o contrário, há duas dimensões, duas Bromélias: a de Gabriel, que cede espaço à faxineira Rosângela; e a da Rainha do Lar Rosângela, que cede espaço a Daniel, amado "di Jesus" e keeper of the key.

Um dorme no lar, o que significa dizer que habita a imensidão, a vastidão de que se faz a madrugada, sobretudo em espaços diminutos expandidos por não os macular nenhuma mobília. A outra vem redê-lo como os galos e cães de Hanna Barbera (?), que se intercambiam ao soar o relógio animado de ponto. Entra cessado o Nirvana e o rádio relógio faz-se possante na surpresa. É forte e luminoso, mas "ela vive parada no sucesso do rádio de pilha". De novo o espaço exíguo amplifica-se nas ondas em modulação em amplitude e por oferecer-se com detalhes à erradicação da poeira.

É de dez às quatro às quartas no quinto na Centralina, nas Santas Inesquecíveis na reiteração.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

3.2



"Fico pensando que por mais que eu ande eu não consigo me afastar de mim". Domingo, Guarani, e os anos dourados insistem em ser os mesmos. E de repente 32 fazem-se oito, e restauram-se pai e mãe e a minha sujeição em expectativa sem ter por quê nem razão. Os itinerários tendo sido sempre os mesmos, não poderia ser sincera a ansiedade. E era, era a de sentir justo aquilo, e aquilo era justo, e me era dado, e esse dado explica talvez quem me fui tornando, e quem me vou entornando.

As galerias de árvores, onde as vejo estou em casa. E as que conduziam os meninos à recreação aquática domingueira são as mesmas que agora desvelam ao suposto adulto águas revoltas, se agita-se-lhe a alma; mar bravio, se bate-se contra fúria do mundo; ou remanso, se há paz ciência que cultive no recôndito que soube urdir.

Não há de fato anos dourados, há anos de cobre. Anos que cobram o nos atentarmos a eles, anos que nos cobrem e que se cobrem uns aos outros, azinhavrando a gente que não é polida!

Não sei, não sei, não sei....  Nogueirinha, dizem-me os ecos do ão que é preciso ser tão pequeno a ponto de, pontinho, ousar pretender ser apenas feliz. Equilibro-me em vão, em vãos e desvãos vou-me equilibrando, dentro do POSSÍVEL.

"Que ideia é essa de viver assim?"

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Lyric Improvements

"Na verdade nada é uma palavra esperando tradução".

Na verdade nada é uma palavra esperando tradução. Faça seu próprio sentido, sem "tido"e conTENDO. Nada no ocidente te orienta, rapaz! Nem cruzeiros do sul e nem bússolas que só apontam para o norte. Da margem TUDO é estrada principal! 


Vicinal? Vi sinal!
Vice não, visse!