domingo, 30 de outubro de 2011

Ad(d) to the mystic II

As janelas são tão travadas neste hotel da São João é por quem?
São muitos aqui os cadentes por estreitados entre os largos? Arouche... Payssandu...
Indecido-me sobre suas decisões radicais.

Estreitou-se a garganta do Presidente..
E eu aqui, desapertada a gravata que não uso, não sinhô!




São Paulo, 30 de outubro de 2011

Ad(d) to the mystic


Rodo a Desvairada. Rodo à desvairada. Metrôs praquicolá! Era óbvio: a Luz é bonita! Era óbvio: a Língua Portuguesa está na Luz, é a luz! Sabia-o Pessoa, sabe-o Caetano; sábio Caetano. Vou sabendo-o, perfazendo-me eu. O processo é longo e é tudo, nunca se está perfeito. Pernas pra que te quero senão para que me doam e me sirvam de álibi ao descanso?



Pauliceamente dormido às oito e pico de um sábado?! Sim! Pico o sábado e não me valho das sobras se não me sobra pra tanto além do ter de por estar paulicea a mente.


Mas se Oswald era (como me dizem) extraído dos Nogueiras mineiros de Baependi; se Nilton o sabe em Brasília e o parabeniza por juntar-se a nós (quae sera tamen), estou-me neste hotel e sou banda em véspera de show. Sou(l) diferente e solo pelas bandas de cá!

Do you wanna dance under the moonlight?


São Paulo, 29 de outubro de 2011.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Filosofia de "Buteco" 24, oras!



Conversava de manhã com meu tio, um sábio homem, desses que não têm qualquer pudor em reverberar outros ainda mais sábios, e que nos são portanto muito úteis aos noviços.Para justificar o dito quanto ao ponto específico, relembro aos senhores o fato de que deixei há apenas quatro meses a casa paterna, enveredando-me pelos meandros da propriedade domiciliar, ou em vernáculo: sou há pouco dono de casa.



Narrava-lhe minha mais recente angustícola, extraída de minha experiência com a faxineira. Por imposição de minha rotina laboral, a dela é tal que chega e já saí e sai e não cheguei (o que tornaria perfeitos alguns casamentos após o décimo ano).



A coisa é que a senhora assenhora-se da casa, sente-se verdadeira rainha do lar, o que até me diverte, confesso de bom grado. Na primeira quarta (vai às quartas), quando cheguei em casa, vi que ela mudara de prateleiras as canecas e o conjunto torradeira-grill, passando-os estes para cima e aquelas para baixo. Disse de mim pra mim: Taí, a moça é prática! À americana: o mais utilizado mais à mão. Fosse maior o meu espaço e até deixaria os utensílios cotidianos sobre a pia, que é infelizmente bem pouca.



Na segunda quarta mudara de lugar os souvenirs (o pequeno Pessoa, a bailarina de flamenco, a pequena Torre Eiffel, o pequeno Portão de Brandenburgo) das prateleiras do escritório para os porta-cds amadeirados da sala. Até achei que estavam melhores ali, anunciando ao mundo, orgulhosos (mas não soberbos) que já errei pelo globo (e, por óbvio, ainda muito hei de errar). Afixara também o leãozinho de ventosa no box do banheiro social.


Na terceira quarta, vendo toda embolada a cordinha da persiana do escritório (que depois verifiquei estar rota, apenas disfarçada a arte) e bastante temeroso do que me reservaria a quarta quarta, engatei a primeira e deixei-lhe nota:
Bom dia, Rosângela!
Notei que a cordinha da persiana do banheiro está estragada. Gostaria de pedir que tivesse mais calma para arrumar as coisas. Quando estragarem (como aconteceu com o espelhinho do banheiro e com a persiana) gostaria que me avisasse.
ACho melhor não subir mais a persiana, ao limpar o escritório, acenda a luz.
Obrigado!
Jesus te ama!
Gabriel



Meu tio ouviu atentamente e, com calma (como é o sestro dos sábios) e, sem cetro ou outro badulaque, disse-me:

"Meu filho, me deram um livro que eu talvez jamais compraria, mas gostei. É de um rabino, e ele tem uma visão bem diferente. É interessante! O negócio é que você, quando as coisas estão ruins, não pode torná-las piores! A mesma coisa com namoradas. Às vezes um orgulho, um impulso e você acaba é degradando o quadro! É como disse um amigo meu: se estiver chovendo CARALHO, você pega um menorzinho, coloca logo na bunda e fica na sua"

Filosofia de "buteco"... 24 horas. Buteco de... rabino!
Em vernáculo: dos males, sempre o menorzinho de todos! rs.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Rodriguianice



Naquela semana não se haviam ainda encontrado. Ela era professora particular, com seus horários sempre cambiantes. Ele, embora não se houvesse já convertido em um misantropo, descoberto um prazer inigualável na solidão, em privar consigo, perdera, digamos, a sua predisposição ao encontro dos amigos. (A predisposição apenas, que a disposição ainda se podia encontrar, fosse muito o incentivo).

Chegado à escola, recebeu mais um presente desses com que se brindam os recém-independentes, um faqueiro de vinte e quatro peças. Achou divertido recebê-las tantas; já era a terceira vez que lhas davam. 

Mas o gosto da solidão acompanha-se, parece, por um redobrar do valor dado ao compartilhamento com as companhias conservadas fundamentais. Pensou telefonar-lhe. Fê-lo. Não atendeu. Esperado o tempo passado o qual normalmente se desincumbia a moça, tornou a telefonar-lhe. Não atendeu. Resolveu então, expediente confortável e  moderno, e ainda animado pelo espírito do compartilhamento, e pelo da troça, enviar-lhe sms:

Dona Moça, vou-lhe dar uma colher de chá.

A moça, quando mais tarde viu a mensagem, enfureceu-se, pareceu-lhe sórdida: Como pode ser que me ponham em dúvida o procedimento?! Acaso não sabe ele que se não atendo o telefone é das muitas aulas que tenho sempre de dar?! Embora tal não fosse o caso, naquele instante...

Sem pensar duas vezes telefonou-lhe, mobilizada, e reduziu-o a cinzas, tantos e tão nervosos foram os impropérios que lhe dirigiu. 

Nelson disse um dia que a mulher gosta de apanhar; nunca disse, contudo, que o homem goste de bater. É que a mulher sabe por quê apanha, embora o homem bata em nome não se sabe de quê.

domingo, 9 de outubro de 2011

Vai e Racha!

O coração é sempre o mesmo: gosta de gastar-se, não gosta desgastar-se. Ser um dia um atleta retirado, com as fotos e os efeitos do vivido contando a história que o livrou das cartilagens, ou tê-las, a estas, intactas, mudas, estéreis.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Até o fim, até que, enfim, não...

"Quando eu nasci um anjo só baixou; falou que eu seria um executivo. E desde então eu vivo por aí, executando os rocks do meu livro".


Vai, Gabriel, ser gauche de esquerda na vida sinistra, pândego!


Um bom futuro é o que sempre me esperou; espera até o fim!

sábado, 1 de outubro de 2011

Having lost his mind, he lost his friend's head.


He had it so hard turning sex down
I think he just might get head from a guillotine.