quinta-feira, 22 de julho de 2010

Vida na Zona - "Propaganda é a arma do negócio!"

Em ano eleitoral, na iminência da invasão de nossos lares pela propaganda eleitoral, com todos os seus ardis, não resisti à publicação de um textinho interessante que apareceu em um curso ministrado pelo patrão:

Havia um cego sentado em uma calçada em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira com um escrito em giz branco que dizia:

“Por favor, ajude-me. Sou cego”.

Um publicitário parou e viu umas poucas moedas no boné. Sem pedir licença, pegou o cartaz e o giz, escreveu outro anúncio e foi embora. Mais tarde o publicitário voltou a passar em frente ao cego. Notou que o boné estava cheio de moedas. O cego, reconhecendo os passos, perguntou se havia sido ele quem reescrevera seu cartaz. Queria saber o que havia escrito ali.

O publicitário disse:

- Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras.

Sorriu e continuou seu caminho. O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia:

“Hoje é primavera em Paris e eu não posso vê-la!”

Ainda vejo primavera em Paris!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

"In media res" à deriva

Nunca entendera de roupa; o inusitado do que se lhe apresentava, aquilo, sim, era furta-cor! Empalideceu...

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Ablutomania Bruta

Voltava de carro da minha feliz (pelo aspecto interacional) e infeliz (pelo financeiro) visita chez-le-dentiste, quando ouvi na nossa boa CBN interessante pesquisa: os chineses tomam em média 5 banhos por semana; os indianos, 3; os brasileiros (não souberam dizer se apenas os índios ou os filhos de acionistas da CEMIG e da COPASA), 20! VINTE!

Até aí, tudo bem. Todos já ouvimos de nossos amigos de frequentes viagens internacionais (aqueles de Facebook superpovoado) que os brasileiros somos percebidos como um povo muito bem banhado, e não só por termos um território de extensa costa!

O que mais torna interessante a pesquisa é que, não necessariamente, o brasileiro é um povo que lave bem as mãos. Simples, ecocorreto, e barato, o hábito de lavar as mãos com sabonete foi um dos principais responsáveis pela diminuição da propagação de diversas enfermidades mundo afora, prevenindo bastante o "terra adentro".

A escala da estranheza não para aí: se for para comer pizza, o brasileiro lava a mão, sim! Sobretudo se para comê-la na "Pilato's Pizza", de triste (ou nenhuma) memória... Ora! Quer-se abluir? Faço-o de maneira cidadã! Não, já não falo em salvar o planeta, falo de salvar o país; comecemos pelas nossas adjacências!

Recentemente o Congresso, pressionado por movimentos engajados na defesa da cidadania, aprovou a Lei Complementar 135/10, que alterou o tratamento legal das inelegibilidades. Foi alcunhada "Lei da Ficha Limpa". Muito se discute sobre sua aplicabilidade, para que o alcance de sua retroatividade não fira garantias constitucionais. Sem entrar no mérito da necessidade de se proteger o sistema legal (sobretudo no tangente ao arcabouço das garantias constitucionais) de empolgações que o possam distorcer em nome de boas causas, aproveitemos o ensejo para barrar as cadidaturas dos reconhecidamente pilantras; pelo menos dos reconhecidamente!

Lave as mãos para pegar no seu título de eleitor (neste ano de apresentação obrigatória, juntamente a um documento oficial com foto) e não depois de o jogar novamente para o fundo da gaveta! E não me venham dizer que tudo isso não importa, que o importante são viadutos!




terça-feira, 6 de julho de 2010

...de todos os santos!


Dona Flor, nossa boa mãe, faria, hoje, sessenta anos! Cara, sessenta anos! Quando eu era pequeno, naquela época em que eu e minha irmã fizemos as contas para descobrir se estaríamos vivos no ano 2000, eu não conseguia imaginar minha mãe com sessenta anos! Gente muito velha, essa de sessenta anos! I should have known better! Dia desses, ontem talvez, um mulherãozim achou um fio branco em minha barba. Disse-lhe que era loiro claro, disse-me que não, que não mesmo! Lá vão bem distantes esses dias do loiro claro...
Não choro, não lamento, conto um caso de sua infância (não da do mulherãozim, claro! ) Contava talvez nove anos e, na pacata cidadela em que vivia, como em todas as das Minas, rezava-se muito. Havia, na Matriz, um Senhor dos Passos, esse que habitualmente está coberto por um pano roxo, talvez mortuário. Nos dias da semana santa, segundo me disseram, ele era descoberto para sair em procissão. Era dia de procissão e a tia Neide resolveu perguntar-lhe se acaso não queria ter à rua, a ver a gente que passava fervorosa.
"Vou não, tia! Não gosto de ir à rua quando os santos estão soltos!" A tia, das que de tão divertidas até tocavam campainha (sem, claro, sair correndo), soltou foi uma gargalhada!