quinta-feira, 30 de abril de 2009

In dubio pro quem?

Tá bom, Cattoni! Vá lá! Contigo a razão, tem-me parecido! Esse negócio da vida ser uma festa foi a Xuxa que tentou colocar na nossa cabeça. Nem te chamo mais hermitão ou o que o valha! Quando você fica, muito o otimisa, presumindo a estima de todos, e acha que como se portam é prova desse tanto, pode até garantir algumas boas risadas no caminho, mas não sei se pagam o pasmo da revelação do contrário. Como se portam diante da sua "simpatia quebra-inércia" pode não passar da tendência tupiniquim a seguir o fluxo. Algumas pessoas não dão conta de um "Pera lá!" a menos que você lhes esteja usurpando algo, o que não garante que não lhe vão fazer o objeto da sua maledicência esportiva. Às vezes nem lhe querem o mal, mas...
Às vezes é bom deixar de solicitude para ver se se é solicitado...
Putz!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

O 2º sexo, o forte...

Os mineiros são muito machistas. Tenho minha dose do mal, de que tenho tentado desvencilhar-me. Que o faça você também, irmãozinho! Ou então, casa com a Luísa do Basílio! E note: é Luísa do Basílio, não é Luísa do Jorge não! Isso! Vai nessa! Aí você acende uma vela pra Deus e outra pro Diabo, para que não lhe apareça nenhum primo "picão", ou pra que ninguém atente contra ela e seu intocável pudor no recôndito do departamento jurídico!
Estive no último fim de semana em JF Rock City e, no meio de uma cantina italiana encontrei uma amiga minha que lá estava para um casamento. Essa guria é super cool, jornalista, coisa e tal. Casou-se com um médico. Bom partido, né? Bom, mas pode ter sido coincidência (Alegria, sei que foi!). Aí lhe perguntei: "E o casamento, foi bom?" Ela: "Demais!" Eu:" Como assim demais?! Você não tem compaixão?" Aí ela, afetando desprezo: "Ah é, Lourenço, você está naquela fase de maldizer relacionamentos, né!"
Tudo bem! Tudo bem! É o que é melhor pensar, que o cara tá numa fase, depois de namoro e tal... Bom, não acho, hein! Com rupturas vêm descobrimentos, "eurekas!". Não dá! É bom, é bonzinho! Mas there's more to life than that! "Tolice é viver a vida assim, sem aventura."? Talvez! "Viver é muito perigoso!"? Pode crer.
Pode haver mulher, pode haver filhos. Mas ó, não nasci em 50, não me criei no interior, não dá pra seguir a cartilha do papai!
PS: Não vale forçar a barra e dizer que advogo o sexo livre pós-matrimonial só pra ficar mais fácil me achar idiota, ok?

segunda-feira, 27 de abril de 2009

De pai pra filho

De tudo quanto meu pai me disse à guisa de conselho, duas coisas me ficaram:
"Trem se espera na estação". e "Mulher começa a namorar antes".
Do primeiro não me ocupo agora, e nem há muito pra ser dito, apenas que me tornei muito pontual, né mesmo Michelle? Já do segundo...
Lembro as circunstâncias do ensinamento: Meu pai foi dar-me carona, a mim e a uma guria, e perguntou-me: "Vocês estão namorando?" Ao que respondi: "Tá louco, cara?" E ele: "Ela sabe disso?" Eu: "Presume-se, se não pedi..." Ele:"Gabriel, mulher começa a namorar primeiro..."
Não entendi imediatamente, mas depois veio-me vindo... Não vou contar os casos conducentes à conclusão, que meus posts primam pela rapidez. Mas te digo que se vc é um guri de vinte anos, pode muito bem "livrar-se solto" dizendo que "não disse nada! Essa guria é louca!" Mas, se vc já é um quase balzaco, aí negão, não tem como! Vc já sabe muito bem do "poder ampliatório" das mulheres.
ASsim, sabe que se manda ponto, ela faz linha; se manda linha, ela faz feixe; se mandar feixe... Putz, nem nunca arrisquei!!! Então, balzaco doido, se quer feixe, manda linha; se quer linha, manda ponto. E não diga que não te avisei!!!

sábado, 25 de abril de 2009

EX CATHEDRA

Ligeiro e certeiro o Cesário; a aula, estupenda:


IMPOSSÍVEL

"Nós podemos viver alegremente,
Sem que venham, com fórmulas legais,
Unir as nossas mãos, eternamente,
As mãos sacerdotais

Eu posso ver os ombros teus desnudos,
Palpá-los, contemplar-lhes a brancura,
E até beijar teus olhos tão ramudos,
Cor de azeitona escura

Eu posso, se quiser, cheio de manha,
Sondar, quando vestida p'ra dar fé,
A tua camisinha de bretanha,
Ornada de crochet.

Posso sentir-te em fogo, escandescida,
De faces cor-de-rosa e vermelhão,
Junto a mim, com langor, entredormida,
Nas noites de verão.

Eu posso, com valor que nada teme,
Contigo preparar lautos festins,
E ajudar-te a fazer o leite-creme,
E os mélicos pudins.

Eu tudo posso dar-te, tudo, tudo,
Dar-te a vida; o calor, dar-te cognac,
Hinos de amor, vestidos de veludo,
E botas de duraque.

E até posso com ar de rei, que o sou!
Dar-te cautelas brancas, minha rola,
Da grande loteria que passou,
Da boa, da espanhola.

Já vês, pois, que podemos viver juntos,
Nos mesmos aposentos confortáveis,
Comer dos mesmos bolos e presuntos,
E rir dos miseráveis.

Nós podemos, nós dois, por nossa sina,
Quando o sol é mais rúbido e escarlate,
Beber na mesma chávena da China,
O nosso chocolate.

E podemos até, noites amadas!
Dormir juntos dum modo galhofeiro,
Com as nossas cabeças repousadas,
No mesmo travesseiro.

Posso ser teu amigo até à morte,
Sumamente amigo! Mas por lei,
Ligar a minha sorte à tua sorte,
Eu nunca poderei!

Eu posso amar-te como o Dante amou,
Seguir-te sempre como a luz ao raio,
Mas ir, contigo, à Igreja, isso não vou,
Lá nessa é que eu não caio!"




quinta-feira, 23 de abril de 2009

Se consignar perpetua...

Aquela professora é monitora de si mesma! Uma coisinha de nada, que para um certo professor de alemão seria um oitavo de aula, arrasta-se por uma inteira. Arre! Sofrimento! É quando a guria ao lado escreve no seu bloquinho: "Câncer de paciência". E adita: "Fase terminal" Aí lhe digo que a vovó é que sabia das coisas, embora pudesse também ser aditada e lanço no bloquinho da moça (desculpa a folga! Ah, mas foi de lápis!): "A paciência é uma virtude"... necessária!
Essa frase, assim aditada, é de um colega meu da Vetusta. Era um cara muito ilustrado e com algumas ideias bem interessantes, é forçoso reconhecer. Aí lembrei de quem dissera (não sei se aforista conhecido, se comensal, colaborador, ou o quê!) que "virtude é tudo de que estou falto"!
Caramba! Assim, sem perceber, causou a impressão de estar de novo a virgindade erigida em virtude! Haha! Tanto assim, que pôs-se de moda algumas mulheres quererem restaurar aquela metonímia membranosa, ridícula e falsa de virgindade! Tem alguma mulher virtuosa por aí? Haha!
Só cantando mesmo: "himalaia himeneu
esse homem nu sou eu
olhos de contemplação
inca MAIA pigmeu
minha tribo me perdeu
quando entrei no templo da paixão..."

terça-feira, 21 de abril de 2009

Feliz Segunda Cobalzaqueada.

"Monday, monday, so good to me... it was all I hoped it would be!"

Passei a segunda-feira, dia de ordinário temido e entediante, na companhia de uma nova-velha amiga. Almoçamos, erramos pela savassi, nos desincumbimos de imposições do dia-a-dia (contas) e fomos ter a um bar em Santa Tereza. Muito e muito bom papo, embora lhe pudesse ter dado maiores oportunidades de fazer soar a bela e compenatrada voz, mas como já lhe disse, não diz menos quem diz com o olhar...
Fui pra casa feliz e satisfeito e, antes de me jogar à suave noite, fiquei sob a impressão daquela benfazeja experiência. Passa a noite, vem o dia e a tranquilidade do feriado traz de volta o bem-estar. Enviei-lhe algumas sinceridades eletrônicas, irresistivelmente encômios (ainda mais depois da inevitável comparação daquele efeito ao de outras companhias noite afora), e me veio singelo agradecimento sob a forma de pontos, talvez desses que se acumulem para trocas...
Moça, que farei com os pontos ou com algum vale-brinde, se já entrei na fruição desse grande prêmio?
É, talvez fossem de mil as notas na calça jeans que colocava distraído pra lavar...
*******, ma belle, this are word that go together well
*******, ma belle, sont les mots qui vont tres bien ensemble...
É, honrosa e adorável exceção às do útimo post.

50 anos em 5!

"Às vezes eu me sinto uma mola encolhida..." Cara, é engraçado, mas quando se vê solto o cabra depois de algum relacionamento em que doidivanamente permitiu que houvesse uma dose considerável de restrições, fica meio Juscelino, num esquema que, visto de fora, dá uma impressão, assim, de um propósito "50 anos em 5"!
 Mas todos temos nossos momentos de deturpar o carpe diem pra tocar o bonde no melhor estilo "live fast, die young". Se você é desses que tem um amigo nessa tal fase, não se inquiete, pois tá provado que "viver cansa mesmo vivendo na França, mesmo indo de avião". Mas isso não quer dizer que o cara deva aspirar a tornar-se ainda outra vez o mesmo tolo por efeito inebriante de romance. Imponha-se-lhe o romance e é provável que se torne, mas...

Bom, mas se você é dessas mulheres de por volta de 30 ( é claro que elas não são todas assim), você ou está à caça de com quem se casar, ou está muito dedicada à preservação do camarada que lhe está subjacentemente feliz, naqueles passos (às vezes mais lentos do que você os queria) conducentes ao altar... 


Nesse caso, por provisória que essa tendência possa ser, e por mais inofensiva (se o Juscelino da vez, como é desejável, não ilude nem coleciona ninguém), você a ataca com todas as forças, em manifestação inegável do terror de que aquela "aparência de felicidade que não passa de vazio interior" se alastre ou lhe seduza o namorado com mais força do que as suas já cansadas e talvez ineficazes táticas.

Bom, a razão disto aqui é que uma dessas, outro dia, me soltou muito superior a indagação de como eu ia vivendo, e retrucou ao ouvir a resposta: "Vc está feliz?" Isso, claro, naquele tom de quem tem muita certeza de que o modo correto de viver a vida é o seu próprio.

Guria, não vou bulir com Deus, que pode ser que Ele (nota o respeito?) seja e me puna. Quanto ao fanatismo religioso sou forçado a lhe dizer que ele não passa de um recheio sempre à mão pro vazio dos desesperados. E, já que vc acha que estou no barco do desespero, fantasia por fantasia, as que há na farra são bem mais divertidas que as do fanatismo recorrente. Cada um que vá lidar com o vazio como bem lhe parece!

Arre! Deixa de chatice!

domingo, 19 de abril de 2009

ALÉM DO MITO QUE LIMITA O INFINITO

O grande Flávio, The Clown, poeta e possivelmente poeteiro, viu essa frase que batiza o post no meu orkut e dela queixou-se, sob o argumento de que tinha muito "ita". Bom, não sou poeta, e não sei se posso julgar eufonia, mas não deixa de ser muito interessante, "metalinguisticamente". Flávio, "ita", tão presente nos nomes de origem indígena de várias das nossas cidades, quer dizer "pedra". Ora, pra que se chegue além do "mito que limita o infinito" é necessário superar as pedras do caminho, aquelas que nos mostrou Drummond. Bom, não sou de postar canções, mas aproveitando de que ora me lembro de uma boníssima, do perfeito Queen, com conteudo pertinente ao tema, apresento-a, com fortes recomendações de que a ouçam; ei-la:

http://www.youtube.com/watch?v=QFsNASOESdQ


I was told a million times of all the troubles in my way (as pedras)
Tried to grow a little wiser, little better ev'ry day
But if I crossed a million rivers and I rode a million miles
Then I'd still be where I started: bread and butter for a smile
Well I sold a million mirrors in a shop in Alley Way
But I never saw my face in any window any day
Well they say your folks are telling you: "Be a superstar!"
But I tell you :"Just be satisfied, and stay right where you are!"
Keep yourself alive, keep yourself alive
take you all your time and a money and oney you'll survive

Well I've loved a million women in a belladonic haze
And I ate a million dinners brought to me on silver trays
Give me ev'rything I need to feed my body and my soul
And I'll grow a little bigger maybe that can be my goal
I was told a million times of all the people in my way (infelizmente, são também, às vezes, pedras!)
How I had to keep on trying and get better ev'ry day
But if I crossed a million rivers and I rode a million miles
Then I'd still be where I started, same as when I started
Keep yourself alive! keep yourself alive!
Take you all your time and a money, and honey you'll survive
Keep yourself alive! Keep yourself alive!
Take you all your time and a money to keep ME satisfied

-Do you think you're better ev'ry day?
-No I just think I'm two steps nearer to my grave! (o inexorável passar do tempo, garotos, Carpe diem!)

Keep yourself alive, come on
Keep yourself alive mmm
You take your time and take more money, and Keep yourself alive!
Keep yourself alive, come on! Keep yourself alive!
All you people keep yourself alive
Keep yourself alive come on, come on!
Keep yourself alive!
Take you all your time and money to keep ME satisfied
Keep yourself alive! Keep yourself alive!
All you people keep yourself alive

sábado, 18 de abril de 2009

Arqui... inimigo!

Alavanca o quê! Qual alavanca! "Le monde va de lui-même!" Não é preciso ser o sol, o rei ou o astro, para sabê-lo! Quero é alavancar-me a mim; quero abraçar o mundo! Que ele ficasse bem estático, pra facilitar-me a tarefa!

Tá, o ponto de apoio eu topo!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Mea Culpa, em abuso de síntese.

É, moça, sua máxima razão, que I had "become (so) comfortably numb" que teria sido mesmo muito pertinente que se dirigissem a mim bastante à Waters, com "Hello.Is there anybody in there? Just nod if you can hear me.Is there anyone at home? Come on, now.I hear you're feeling down.Well I can ease your pain,Get you on your feet again.Relax.I need some information first.Just the basic facts:Can you show me where it hurts?"
Fosse-me dado dizer aos que o quisessem saber onde doía, talvez tudo tivesse sido mais fácil. Numb! Nem doía... De onde os extremos, se sem dor? Loucuras! Poderia o iluminado regenerador casual ter-me dito, em águas da mesma fonte (Holy Waters, some could say...): "There is no pain, you are *receding.A distant ship smoke on the horizon.You are only coming through in waves.Your lips move but I cant hear what youre sayin..."
A verdade é que "tatibitateava", inhenho, embora em aparente e ordinária articulação palavrosa. E, pudesse eu, fora de mim (não fora de mim como estava, mas à moda dos que nos filmes voltam ao passado e se veem) dizer por mim, diria "I cant explain, you would not understand.This is not how I am.I have become comfortably numb."
Por sorte, querido que era, não faltaram os que se dispusessem a, não importa o quão árdua a tarefa, "carry the tune", que seguia: "Can you stand up? I do believe its working. good.Thatll keep you going for the show.Come on its time to go." Esse era, claro, o mote materno, e era coro, que outros a acompanhavam.
Bom, passou, e que não volte, e que possa cantar, convicto, como faço (e que não seja em ilusão): "I turned to look but it was gone.I cannot put my finger on it now.The child is grown, the dream is gone"
Quiçá não terá sido nada, e nada, citando como me é costumeiro um como que discípulo do aquático que serviu a esta reflexão, não se define: "Na verdade "nada" é uma palavra esperando tradução".
* recede:"To move further away into the distance, or to become less clear or bright".
É, poderiam então ter usado muito do aquático, em exortação "Shine on you crazy diamond!"

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Maravilhosa, 10 de abril de 2009.

Cara, como é bom filosofar no botequim, né mesmo!? Melhor do que isso, só filosofar em quiosque de beira mar, ainda mais se é a beira de Copacabana. Pois é, tô aqui na Maravilhosa, onde assisti ao reputado maior espetáculo da terra (haha!), o super show do KISS. Caramba! Que super show! Os caras ainda aguentam muito, impressionante! Mas a filosofia barata não passou por aí. Estamos eu e minha amiga, após discutidos todos os assuntos que valiam a pena (e alguns que, bom, que não mesmo!) meio sem assunto, mordiscando o canudinho quando passam alguns argentinos. Aí solto esta: "Sabe como os argentinos chamam o canudinho? Sorvete". 

Pronto! Bastou. Só com base nessa curiosidade léxica começamos a desenvolver toda uma tese sobre a alma tupiniquim. Chegamos à conclusão de que os argentinos são mais funcionais, já que batizaram a coisa com base na função, enquanto nós nos ativemos à forma. Putz! Como somos superficiais, haha! "Peraí, e como chamam o nosso sorvete?" "Helado!". Caramba, os argentinos o chamam "helado", os americanos "ice cream" e nós "sorvete". Caramba! Eles são super consistentes, sensacionais, pois deram o nome a partir do binômio consistência/sensação; nós, outra vez superficiais, nos ativemos à forma pela qual consumimos a deliciosa sobremesa!

Caramba! Só mesmo muito à toa e com sol na moleira pra achar uma forma de ver nossos hermanos levarem alguma melhor!

Desculpa o desperdício desses dois minutos que vc jamais recuperará! Haha!
Até!