segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Transpor Níveis


Há nesta vida barreiras. E fica-se preso a ver o Tejo, salgado das lágrimas de Portugal. E fica-se a ver o Sabará, opaco, em corrente e silencioso esquecimento. E fica-se de um lado do muro, e nos confinam fronteiras, e não nos defenestramos tanto quanto julgamos pelas janelas da alma. Contidos, tidos por não havidos, pelos ávidos.

Há nesta vida barreira até
que a transpomos a outra.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Vida na Zona em - ESPÍRITO SANTO!



Em tempo de vacas magras, mesmo um tempo sem vacas, de tão magro diante das minhas robustas pretensões de afinar-me com os... finos (mas com os finos delgados, bem entendido), minha frugal entrada na cozinha do Fórum me confronta com a nada parcimoniosa ingestão de coxinhas em profusão (COM COCA!):

-Dona Vilma, essa coxinha é light?
-Não, Biel! Ela é diet; não tem açúcar!

SANTO ESPÍRITO!




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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Eye of the Beholder


"A nuvem carregada, espanto do marujo,
Que a vela mal abriga,
Para o trabalhador, que vê crestado o campo,
É o saco da espiga."

(Victor Hugo, tradução de Castro Alves)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Cogito Ergo Dubito



Curvas da Estrada de Santos, 6 de fevereiro de 2011

A certeza, em certas matérias, só torna certa a falta de informação, ou a de meditação. Vale dizer: há matérias em que só podemos afetar certeza, sem jamais a termos. Atenhamo-nos a isto: Certos caras muito certos...

Dá pena de um Xavier mais antigo:

"O Doutor Cigna voltou-se para mim: Sem dúvida, ouviu falar dessas descobertas? disse-me ele; conhece a de Harvey sobre a circulação do sangue; a do imortal Spallanzanni sobre a digestão, cujo mecanismo agora todos conhecemos? E fez uma longa enumeração de todas as descobertas que se referem à medicina e da infinidade de remédios que se devem à química; finalmente, pronunciou um discurso acadêmico em favor da medicina moderna. Poderei acreditar, respondi-lhe, que esses grandes homens ignorem tudo quanto acabais de lhes dizer, e que as suas almas, livres das prisões da matéria, encontrem alguma coisa de obscuro em toda a natureza?

Ah! Qu
e erro o vosso! exclamou o proto-médico do Peloponeso; os mistérios da natureza estão ocultos tanto aos mortos como aos vivos. Aquele que criou e que dirige tudo é quem sabe o grande segredo a que os homens em vão pretendem chegar! Eis o que sabemos de certo sobre as margens do Styge; e, acreditai-me, acrescentou ele, dirigindo a palavra ao doutor, despojai-vos desse resto de espírito de classe que trouxestes da mansão dos mortais, e já que os trabalhos de mil gerações e todas as descobertas dos homens não puderam prolongar, por um so instante, a existência deles; já que o barqueiro negro Caronte transporta todos os dias na sua barca uma quantidade igual de sombras, não nos fatiguemos em defender uma arte que, entre os mortos onde estamos, nem mesmo aos médicos seria útil. Assim falou o famoso Hipócrates, para me grande espanto.

O Doutor Cigna sorriu; e como os espíritos não podem se recusar à evidência, nem calar a verdade, não somente concordou com Hipócrates, mas confessou, ele próprio, corando, à maneira das inteligências, que sempre nutrira dúvidas a respeito."

E talvez os Peppers tenham mesmo estado certos: Confucius might have been confused!