quinta-feira, 24 de junho de 2010

Programa de Aceleração do Crescimento: Obras no Sertão.

"Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou".
Assim, quem sabe, podemos deixar de comemorar o fato de Deus não ter engendrado cobras aladas, ou de providenciar para que não criem asas. Que as criem; vai que convolam em pombas!
Pombas! Tampouco se deite em bandeja, maçã na boca. "É preciso fé cega e pé atrás; olho vivo, faro fino, e tanto faz!"
"O diabo vige dentro do homem".

sábado, 19 de junho de 2010

Lusofonia em luto.

Sara, mago! Sara!
Não sara, sarou-nos!
Passou, mas não passará!
Soçobram os dedos, as impressões, profundas, não se removem!
Assim a vida, quer a pontuemos, quer não! Às vezes não a pontuamos, e as exclamações abundam ainda assim.
Valeram os ensaios! Sai, mas nos deixa os livros de feitiço, feito um mestre da magia a seus epígonos! Encantemos! Epiloguemos!
E a literatura vai fazendo da vida o que bem quer e, aqui, hoje um pouco mais órfãos (se a orfandade admite escala), podemos muito bem amanhã deparar um pai que descenda de nós!



"Vamos remar contra a corrente, desafinar do coro dos contentes":



Seja mais que tem!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Salve-se quem puder!







DILMA vez por todas: Ficas, corres pra Selva, ou corres pra Serra, cego pela serração?






Cartas Teutônicas

"Viver é muito perigoso", mesmo! E, talvez, os riscos sejam tão mais intensos quanto mais intensa a vida, o que não nos obriga a sofrer-lhes a consumação! Dos riscos; da vida, sim! Quem não for pela vida, quem não a quiser intensa, que no la intente!
VER DE peRto!

domingo, 13 de junho de 2010

Na galhofa especulativa

A vida nos impõe escolhas e, alguma vez, condenamos à esterilidade um lote, para ver floridos campos vastos onde se possa recrear nossa felicidade! Vale a pena!
A arte é, no entanto, a representação imperfeita da vida; bem-vinda imperfeição! Aqui, nem para toda carta de amor lida há uma de quase-amor que se deva queimar.
Tenho amado especular ideia, mas não me parece que para isso imponha-se-me meter botox na ruga da reflexão. Tudo muito compatível! Há, sim, pele! Vou especular ideia com a pena da galhofa e as tintas da melancolia! Ainda vale (ess)a pena! "Se eu tivesse mais alma pra dar eu daria!", não tenho mais alma, mas a que tenho não é pequena!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Rosa Inteira Para Profunda Meia-Tigela

Muito já nos digladiamos, meia-tigela e eu, sobre se uma Rosa pode vencer um Machado em combate. Parecia-lhe que com facilidade. Nunca ma pareceu; parecia-me lógico que nada pudessem pétalas contra lâmina.
Um dia presenteou-me com o Sertão, que engavetei prontamente, já que, sequer tendo entendido outro Recado que me viera do Morro, não supus que pudesse sobreviver a seu agreste calibre.
Muitos rios nada baldos já passaram sob a ponte, que já me apontou (com o perdão do cansado trocadilho) outras direções. Hoje, brindo-o com um argumento em favor de sua Cordiburguice.
Para Antonio Candido, Guimarães Rosa cumpriu uma etapa mais arrojada que Machado de Assis na síntese entre o particular e o universal, ou, como talvez fique mais claro, na extração do universal do particularmente brasileiro.
Com efeito, Machado de Assis, como diz nosso candido crítico, já provara ser possível fazer literatura universal na "periferia do mundo civilizado" (ou do capitalismo, como preferiu Schwarz), mas Rosa também o teria feito sem, contudo, contornar o perigo. Não tangenciou nossas entranhas, mas as penetrou. Nossas entranhas (ou quaisquer outras, ou tudo que é intestino) só se atingem com penetração.
E eis que todos podem dar uma espiadela pela fechadura do Brasil, e especular muita ideia!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

PARAGONANDO

"Porque aprender-a-viver é que é o viver, mesmo."
Grande Sertão: Veredas


"O que pode valer a vida se o ensaio da vida já é a própria vida?"
A Insustentável Leveza do Ser

domingo, 6 de junho de 2010

"Onde estamos, pra onde vamos, onde já se viu? Num retrato, num espelho, no mapa do Brasil..."

“Ando meio desligado, eu nem sinto os meus pés no chão...”
Não, não vou falar de amor. Esse desligado é mesmo dos canais, dos veículos, das notícias! Não sei exatamente o que está acontecendo, mas acho que nada mudou muito desde a última vez em que decidi olhar.

Hoje, no entanto, passando pela banca atrás do último cd da Folha, resolvi comprá-la, como também comprei as revistas Istoé e Carta Capital da semana, já que traziam em suas capas, respectivamente, Marina e Dilma.

É, pode parecer-lhe hilário, normal, ou até mesmo “não vejo graça nenhuma!”, mas pode ser que aqui vingue uma Hillary.

Não, não vou discutir a sucessão, falta munição; ainda não li as revistas, só a Folha. E nesse mar de gente querendo passar a melhor imagem, eis que me surge um texto do rei da propaganda, o Sr. Olivetto. Sob o atrativo título de A “puta” ideia, era mesmo irresistível.

No texto, o Washington, que só é capital para a propaganda brasileira (em que, aliás, tem movimentado muito capital!) lista o que é preciso a uma agência de publicidade para ser a Maria Sharapova das agências, ou seja, grande e sexy. Não me ligo ao universo da propaganda, a que não sou tão imune quanto gostaria, mas que tampouco me domina. Sou, isso sim, um taxonomista, um classificador, e foi uma pequena classificação o que me tragou no texto.

Segundo o publicitário, uma grande agência, entre outras coisas, tem que “saber detectar os hábitos e valores dos públicos-chave, saber como se comportam os construtores de identidade (adolescentes), os construtores de carreira (jovens adultos), os construtores de famílias (jovens casais) e os construtores de uma nova vida (pessoas na maturidade).

Já viram, né? Peguei-me pensando no que vou construir.... Acho que já avancei na construção da identidade (tá, obra em progresso...). Acho que já avancei na construção da carreira (tá, obra em progresso...). Acho, ainda, que não preciso construir uma nova vida, já que esta (cada vez melhor) está “Tá, obra em progresso...”. Alors...
É, acho que falei de amor!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

ANTE O ECO ANTIECO.


Certa vez assistia ao Rock&Gol, campeonato de quase futebol que congregava roqueiros brasileiros, organizado pela MTV, e eis que o Roger (Ultraje a Rigor), que por sinal é mentalmente superdotado, solta esta pérola:


"Cara, isso de ter um time jogando contra atrapalha bastante!"


Nunca esqueci essa frase! Hoje, lendo uma grande peça jornalística, o informativo BHTRANS, esbarrei nesta pérola do ENEM:


"Tomara que o desmatamento seja instinto!"


É, o Roger tinha razão; assim vai ser difícil!