quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Aliteração em indig nação!

Com sua empalmação, Sir Ney
sem dar a mão à palmatória, deixando-nos na mão
lança vergonhosas vergônteas de ladravazes do amanhã!

Serão seus soezes súditos
Sinto, sói ser!

Temo que não tenha tino o timorato time congressista.
Acólitos, não nos colhem os anseios!
E você, por que escolher quem não acolhe?
Receio que no teu seio, pátria amada!
Ah, se os levassem os esbirros num espirro de juiz!

Ridendo castigat mores?



PS: Adoro as aulas de literatura!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

À FRANCESA

Há uma canção do The Byrds que, desde que assisti a "Forrest Gump", não me sai da cabeça; é aquela que reza que "to everything, turn! turn! turn! There is a season, Turn! Turn! Turn! And a time to every purpose under heaven". ( http://www.youtube.com/watch?v=EKHstR6ndus ) Segundo me disse uma guria cheia de atitude e versada em questões bíblicas, tá escrito, sabe como?

Bom, este provou-se um semestre de renovação de alianças, e foi no espaço da Aliança que hoje, a propósito de aprender expressões dos sentimentos e coisas tais, que "nos agitamos", à moda gaulesa, de pensar os sentimentos. E em um dos diálogos apresentados, reprodução de entrevista, apresentava-se a questão: "Peut-on être sincère avec son mari ou sa femme?" Mas foi da resposta (a sinceridade vinha de ser louvada) que mais gostei: "Alors être sincère oui, être transparent comme l'eau claire peut-être pas. Il vau peut-être mieux quand même ne pas tout dire pour être sur de ne pas blesser"

Para os francófonos, "ça va", para os menos francófilos, é o seguinte: indagado sobre se se pode ser sincero com o marido ou a mulher, disse o nosso amigo que se pode ser sincero, sem, contudo, ser claro como a água, já que há situações em que a moderação é medida salutar para que não se fira de graça a outra pessoa. Gostei! É aquela mesma coisa que se aplica às críticas: se você as pode fazer construtivas, fá-las, mas se só as tem potencialmente causadoras de sofrimentos inúteis, é guardá-las!

Mais tarde, no ocaso do dia, à propósito de outras aliança e capacidade, voltei, por acaso, no fundo, à questão. Voltei pra casa rolando pedras, perguntando-me se só se pode amar no escuro.


"Did you ever touch the night?
Did you ever count the cost?
Do you hide away the fear?
Put down paradise as lost?"
http://www.youtube.com/watch?v=H38Lhu5AuuA&feature=related


Bom, melhor partir (antes que fique claro), à francesa, talvez cantando:
"Meu amor se você for embora
Sabe lá o que será de mim..."

http://www.youtube.com/watch?v=Y-wMl-RipBs

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

ALLEN(to) everybody!

Eu não sei. Estava assistindo a "Noivo neurótico, noiva nervosa" e, como de hábito nos filmes do Woody Alen, havia "a lot of sexual issues". Comecei a pensar em algumas delas, e delas fui a outras.

Há duas cenas de interesse particular. Na primeira delas, o casal no quarto, a guria acusa o personagem de Woody, que palestrava sobre alguma questão política (ou o que o valha), de estar usando a discussão (aparentemente desinteressante) para evitar sexo com ela. Em outra cena, quando a parceira do rapaz já era outra e ele, num canto de uma festa cheia de pessoas desprezíveis para seu padrão, enquanto manifestava seu desprezo por elas, tentava "deitá-la", a moça o acusa de tentar usar o sexo para liberar raiva, ou algo do tipo. Era o mesmo cara em dois lados diferentes do garfo.

Aí lembrei de outra coisa que conversei com alguém há não muito tempo, de como as pessoas deixavam seus relacionamentos serem invadidos por obrigações que não lhes são intrínsecas. Bom, talvez você, mais relaxado do que eu, e também você outro, mais naturalmente talhado para elas, não julgue que haja as tais obrigações (o primeiro age sem considerar efeitos de ir ao natural, o outro acha normal viver daquele jeito), mas é como eu coloco as coisas. Por exemplo, em muitos namoros, as pessoas têm a obrigação de estar com a libido a toda no sábado à noite, e de não estar (ou não dar vazão) nos outros dias (sobretudo de feira) e nos outros horários. Acho que ambos os quadros são potencialmente geradores de frustração. 


Bom, isso é só um exemplo, e acho até que poderia alongar-me com mais muitos, mas não gosto de esticar muito os textos, pois tenho a sensação que isso lhes reduz ainda mais as chances de leitura.

É, é a "satisfaction took for granted". Depois de tantos sutiãs queimados, das pílulas, das mulheres (embora menos em Minas até hoje!) assumirem vontades e práticas que já não se escondem do "olho social", todos nos cobramos muito tudo isso. E parece ser a insatisfação mais intolerável a muitos. Quantos os que se arrastam insatisfeitos com seus trabalhos, suas condições sociais, seus níveis culturais, seus graus de dedicação à manutenção e promoção da saúde? Mas as mudanças nesse campo não parecem impor-se-nos com a premência da "questão sexual". É engraçado!

Bom, melhor não pensar muito! A julgar pelo crescimento das fantasias (às vezes folhetinescamente incentivadas) com lenhadores, mecânicos, marinheiros, fardados em geral e etc, acho que isso de pensar não é muito sex-friendly.

Arre!


PS: Eu não considero as classes referidas como tipicamente não-pensantes, é um traço que as fantasias lhes atribuem.

domingo, 23 de agosto de 2009

Que você Morissette!

"How about not equating death with stopping", but, perhaps, stopping with death instead?

sábado, 22 de agosto de 2009

Check CHUCK out!

Vai acabando aqui uma noite fabulosa! Isso! Fiz um CHUCK IN to the rock n' roll Hotel! Hot hell? Perfeitas as acomodações do rock! Não que só de acomodação viva o rock, quero dizer, fico feliz que os Beatles tenham elevado a coisa muitos e muitos níveis, claro! Mas esta foi uma noite de rock... roots! Excelente!

Não, Chuck não entrou de cadeira de rodas, nem havia quem lhe segurasse a guitarra; ele a segurou com muita elegância, como também a buliu! Muito bom! Acho que ele é mesmo Obama: "Yes, we (still) can!"

Bom, forçoso reconhecer que nem tudo foram flores! Simplesmente o cara não tocou "Maybeline", "Sweet little sixteen", "Roll over Beethoven"! Como assim? O que é isso, Chuck? Inutilia truncat? As far as "Sweet little sixteen" is concerned, eu entendo! Talvez pegasse mal, a esta altura, regozijar-se com ter a moça dezesseis anos, a menos que se tratasse de "avozice orgulhosa". Mas não tocar "Roll over..."? Fiquei indignado! Estava louco para sair disseminando a boa-velha nova, a começar por Tchaikovsky. E agora, o que faço?: "Hey, camarada Tchaikovsky, there ain't no news!"? Por instantes reprimi um "GET THE CHUCK OUT, MAN!".

Mas segurei. Vovô rules, vovô rocks! E olha só ele usando sua SEXagenária "berrante", à Berry, para reunir ou dispersar o gado:
Long live Chuck!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Trafico meu tráfego por vida tranks; thanks!

Alerta vermelho! Estão todos loucos!
Já são três anos desde meu último acidente (sempre vítima, ok?) ou abalroamento, como preferem os puliça, e já me esquecia do quão insanos são os motoristas de Biririzonte!
É Caetano, é mesmo "preciso estar atento e forte"! Bom, tudo bem que como hoje abundam as direções hidráulicas a parte da força não conta tanto, mas é preciso ser preciso!
Acordei cedo para um atroz encontro com a dentista (ir ao dentista já é atroz, que dirá às oito da madrugada!) e vinha calmo e contente cantando junto com o Elton John (tá, poupem-se de imaginar a cena e poupem-me de comentá-la, ok!?) quando de repente, com total abstração da gigantesca placa de PARE que a confrontava, uma guria tresloucada atravessa a rua em minha direção! A sorte foi que, não sei por quê, estava mega desperto e tinha à esquerda a rampa que conduz ao posto contíguo ao Torres do Bosque. Foi jogar-me nela. Puta que a pariu! Por uma fração de segundo pensei em protagonizar a clássica cena de barraco no trânsito, mas dei-me por satisfeito com a manifestação do coroa cabeludo de Ray Ban que, sonolento dentro do seu Vectra impecavelmente limpo, aplaudia o jovem senhor de reflexos salvadores da pátria dentro de seu popular, ou seja, moi!

Muitas emoções no tráfego daqui.

Pus-me a reparar pelo caminho em como marcha (ou não, na hora do rush) a carraiada por aqui.
Senti-me o maestro de uma desajeitada orquestra, maestro cujos comandos não são jamais seguidos com maestria. O cabal exemplo é a seta: Dou seta desejoso do necessário e previsível efeito abre-alas das laterais e, muito frustrado, consigo o fantástico e inexorável efeito acelerador dos veículos das adjacências. Vai entender!
É, já comecei os trinta me virando!
Mas só perdi o sorriso por uns três segundos...
...maybe just happy! Haha!

sábado, 8 de agosto de 2009

PROTON PSEUDOS 30! 30! 30! 30! 30!

Pois é! Bati nos trinta! Acabou! Acabou!
-Mas acabou o quê?

Muitas coisas se acabaram, entre elas meus prazos! Acabou o prazo pra começar a fazer atividade física, pra aprender piano, pra secar o golo (esse já implementei; obrigado, Lei Seca! haha!) Diminuem as rotações por minuto. Claro que não de ontem pra hoje, mas vai nisso um marco, né! E aí acordo com o Paul Simon na orelha, à conselho:

"Slow down, you move too fast, you've got to make the morning last!!

Vai saber o que pretendia o pequeno, mas as far as I'm concerned, a forma de fazer a manhã durar é dormindo cedo pra... well... acordar cedo! Night owl to morning lark? Nem tanto, nem tanto!

Mas o erro inaugural de tudo quanto dizem, brincando talvez, que será efeito da "mudança de década" está na suposição de que a idade traz sabedoria. Infelizmente para todos nós a conclusão não está na premissa! A idade sequer traz experiência, que há por aí muitos dos que estão esperando pacientemente para que a vida se lhes escorra, sem nada aprender que preste!

Bom, mas um efeito que nos vem mesmo é o cantado pelo Miklos, o "tratamento respeitoso de senhora e senhor". Tudo bem que a canção tinha outro foco, mas é efeito do tempo, lá isso é! Eu pareço estar muito mais apto a afirmar o que já afirmava (embora sem conhecimento de causa) nos anos oitenta: "Ei, mãe! Alguma coisa ficou pra trás. Antigamente eu sabia exatamente o que fazer(...) agora, lá fora, o mundo todo é uma ilha, a milhas e milhas e milhas de qualquer lugar...."

E o Zé Ramalho, tal qual no ano passado, vem fazer show em celebração do meu aniversário! Aposto o quanto queiram que vai rolar um "quanto ao pano dos confetes, já passou meu carnaval". Aposto! É, a vingança vem a cavalo, a idade à Camelo: "Todo carnaval tem seu fim".

E, é claro que há muita dúvida, né, guri? "Não sei a quantas anda, é da nossa natureza. Não saber o que fazer às vezes faz nossa certeza." E o nosso velho e bom trovador, o Juquinha, dizia que "ser jovem é saber envelhecer". E não largo o osso do rock, senão é osso! Mas com o tempo acomodam-se os reggaes da vida (sem maconha, bem entendido!):


adrenalina é uma menina dormindo
dançando em silêncio imaginando um reggae
cansei de alimentar os motores
agora quero freios e airbag

não há alternativa, é a única opção
unir otimismo da vontade e o pessimismo da razão
contra toda expectativa, contra qualquer previsão
há um ponto de partida, há um ponto de união:
sentir com inteligência, pensar com emoção

Sei lá! A década de 20 foi formidável! Sou muito grato a quantos a fizeram tão espetacular. Agora não há como prever o que vem. Gostaria, também, de agradecer muito aos que estão assombrados com meus trinta. "Trinta! Sério!" Haha! Cheguei aos trinta com rostinho de vinte e cinco e corpinho de trinta e seis, haha! Mas, ah! Tô jovem, sabe! Muito jovem!

"I'm very much alive, you knoW!"


Abraço a quem quiser ficar pra ver mais trinta!!!! Então serei SEXagenário! Olha! Será! Haha!



quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Balzacqueando 4... Loboantunado, loboantenado.

Hoje era dia de audiências no fórum da Vila Real. Não que eu nelas tenha ingressado, mas como corria o risco, foi preciso estar à disposição do Juízo, o que fiz, comme d'habitude, com muito juízo, mas feliz por não o ter desmedido. Não a ponto de ter chegado aqui como tantos os que ali desfilavam, "apertados em cilícios de gravatas", agitando-se a minha volta em "questiúnculas azedas."

Mas vai-se fechando o cerco, e os passos conduzem-me, tão rapidamente quanto possam, para fora dos meus vinte e todos! O vosso agoniado o sentiu e "segurou o braço das cadeiras a mãos ambas, apertou os músculos da barriga, fechou as pálpebras com força, e tal como costumava fazer diante do sofrimento, da angústia e da insônia, pôs-se a imaginar o mar."

É bonito imaginá-lo, e se a calma do ambiente e o silêncio dos circunstantes no-lo permitem, podemos chegar a captar o marulhar e a divisar a rebentação! Ah!!!

Mas, ó! Vão-se esgotando os dias de feira e, despensa cheia, indispensável desaguar no terrível (?) dia de saturno (pra escapar um pouco à nossa pátria, Pessoa!) e bradar:

-Independência ou morte!

Ops, não era isso! E bradar:

-Quero voltar à juventude, "onde até a morte possuía a impetuosa alegria de um parto triunfal!"

Opa! Hora de gente da minha idade ir-se à cama (ué, essa novidade recende a guardado!)