segunda-feira, 30 de maio de 2011

Ecco Genti!

Tome uma mão entre as suas e não prema. Tome uma mão entre as suas e apenas trema. A mão que se apresenta, trema. Apresentada, solte-a. Solta, acena. Acenos vêm e vão. Não são só partida. Podem, aliás, ser sua contrapartida, ser contra a partida; em conserva, são. 

O que vale é a intenção. Mas não se deixe estar ao mal-estarmos, ao nos ficarmos no inferno, que de nós é feito, dos bem intencionados. O inferno é de nós efeito, apenas. A penas! 

How do you do?
Well... fine!
How do you do?
Well... I just do.

Tome a mão única, a contramão. E que nos seja dado restar em apresentação, que o que vale, amigo, é a intenção!

E o que vale amigo tão intenso, tão?

domingo, 29 de maio de 2011

É uma vez...

Tem a faca. Tem o queijo. Mas gosta mais dela limpa e dele intacto do que sujo um, partido outro e satisfeito.

sábado, 28 de maio de 2011

Fórum - Ossos do Ofício

Tudo que é END é OSSO!
Não! Mesmo o que não é END é OSSO!
Ora, o bom é não parar debater-se o coração!
Estranho, nem juízes querem conclusão!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Monsieur do Pré em "Memórias do Careceres", direto do Xadrez


O grunge em que me recoloca o Quito quer dizer, talvez, que vou gastar agora e em adolescência a crise dos 50, em vez de a gastar então e em juventudezinha, o que talvez agastasse algum filho. É que sou muito pré-imaturo.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Pálio - Use your Illusion

Por que me é dado falar em simulacro vil sem redundância? Porque somos capazes de ilusão, porque na ilusão somos capazes. Capaz de eu conseguir! Capas para conseguir? Não me capas, conseguir! Vou mesmo é com seguir! "Sigo sempre no rumo do horizonte, o que nunca me leva a lugar algum, mas a cada passo me promete o infinito"

I BOUGHT ME AN ILLUSION
AN I PUT IT ON THE WALL
I LET IT FILL MY HEAD WITH DREAMS
AND I HAD TO HAVE THEM ALL
BUT OH THE TASTE IS NEVER SO SWEET
AS WHAT YOU'D BELIEVE IT IS...
WELL I GUESS IT NEVER IS
IT'S THESE PREJUDICED ILLUSIONS
THAT PUMP THE BLOOD
TO THE HEART OF THE BIZ

terça-feira, 24 de maio de 2011

A Cerca dá Loucura

Há um diminuto orgulho nas pequenas distinções, mesmo nas microscópicas, mesmo na de ser um dos poucos que não as fazem. Possível? Distinguir-se é thumbs up; segregar, não. Onde o limiar? Vago.
Vaaaaago.
No recreio se pode. Na ágora se phode. Por quê? Aí imiscui-se o "h", a dimensão humana. Isso é h! Há os que nos apartamos, os que nos matamos, e há os que matais, os que concentrais.
Desço a lona sobre o campo em que me concentro, mas preferis cercá-lo!
Vá! Go!
Supérstite.

domingo, 22 de maio de 2011

Sentir com inteligência, pensar com emoção

Há sentido em nos propormos a sentir OU pensar mais a vida? Interferem-se? De morte? Penso, não me pesa, mas e se não sentir a música? E se não puder sorrir de um super 8?



Will you be sitting on a fence?
Will you be sitting, no offense?
Not taken!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Cá fiquem-se

Disse-lhe Tristão, em incontornável parricídio:

- Os livros que me deixou minha mãe, se mos disputa, conserve-os; levo-os muito mais do que ficam.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Incipit Vita Nova (em si, piti de vida nova)

Desde que acertada a compra de um imóvel com o fim de nele instalar-me sozinho, tem-me divertido a variada gama de reações dos que confrontam a notícia.

A pior possível, muito pouco encontradiça embora, é a daqueles que insistem em opor dificuldades, mesmo as mais disparatadas, à consumação do projeto. É a brigada de incêndio, vulgo "água na fervura".

No bem-vindo extremo oposto há os festivos, que prestam entusiasmada adesão ao projeto; tanta que, não raro, os contornos de sua empolgação ameaçam transportar-me a alturas a que não me atrevo, de receio de delas despencar. São os aderentes, subdivididos em prestativos (os campeões da solicitude) e projetivos (que me ultrapassam e gozam sua própria livre solidão, tão arrebatados quanto uma culpa que não chego a decifrar talvez jamais me permita*).

Mas a reação de que mais me ocupo, e que por vezes me consterna, é a dos sobrolhos contractos em estupefação pelo gozo da unidade unitária. É aqui que vejo re-velada a disparidade de que somos capazes. Parecem gozar a distinção que experimentam ao censurar-me o "individualismo" ou o "egoísmo". Estranham-nos.

Não estranham locações e coabitações, contudo, com tudo o que implicam. A especulação, a exploração lucra-locatícia do desabrigo alheio, e a instauração às vezes medonha de combate que só terminará com o jugo de uma individualidade por outra que se lhe sobreponha são de regra.

A especulação de si (sem dó), o repouso, o restauro, a reforma e a fertilização não -detrimentosos de quem seja, não se permitem.

É vedado vedar-se em descoberta de si!




O El Der Le The

Não quero caçar rumo.
Quero cassar-lhes o rumo.
Quero um canto torto que
"feito faca corte a carne de vocês!"

Ou que me corte a carne de vocês!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Soul Curis


Eu gostaria muito que andássemos todos nus, malgrado os andrajos ou panos finos com que nos cobríssemos; mas não podemos, somos cobríssimos, bífidos.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Nietzschedamente

Considerado o homem, toda empresa dedicada à obtenção do reconhecimento está fadada ao fracasso; pelo menos se embasada na premissa da sinceridade-tanto-quanto-possível-irrenunciável.

É claro... que turva!
É muita consideração da minha parte.

domingo, 8 de maio de 2011

Família "E", Família "A".

Envio a canção de Lennon a todos os frequentadores, preponderantemente, dos locais onde só há “gente bonita”. Não a que sobressalta pelos traços físicos ou psicológicos que despertam os sentidos, mas a “gente bonita” sobre saltos, ou atrás de portentosos e imponentemente visíveis cavalos, tudo com a reconhecível chancela do que os reúne, muito especialmente, em contrapartida ao... resto.

Freud Flintstone: Ganz Famillionär!

sábado, 7 de maio de 2011

À Parte

"Nisso de pessoas o bom é amá-las." E que melhor maneira de as amar do que quando acenam? Já viram o quão amáveis são os que acenam? Ah, o aceno sincero, sem cena!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Qual Quer?

Qualquer que seja a paisagem à mão
Sutil e aquosa alegria
Imponente e ressequido sertão
Não se lhe escape jamais intocada
A súbita onda da inspiração

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Franco-Cinismo

"...knowing that love is to share"
-Knowing that love is too cher!