sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Frohe Neues Jahre!

Meus queridos,
É chegado o ocaso do ano e, com ele, como em tudo sobre nossa boa Terra, sua contrapartida, o alvorecer de um novo dia, dia branco; não dia branco como os que experimentamos aqui em Berlin, na neve, mas dia em branco, em cuja face, com o potente pincel que lhes está dado, poderão escrever o que quiserem!

Nesta nova oportunidade, experimentem palavras amenas, palavras de conforto, palavras de harmonia, palavras de unidade, palavras quentes, palavras... solares!

Que saibamos todos aproveitar as novas oportunidades que se nos apresentarão!

Amor,
Gabriel

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Deutschland

Berlin, 28 de dezembro de 2010

Chegado o dia de deixar a capital europeia do mundo em favor da capital tedesca, vencidos os desafios físicos de passar a noite em claro no aeroporto de Luton, vencido o estranhamento causado pelo reencontro com a língua de Goethe no aeroporto de Schoenefeld, ganhamos a primeira estação alemã, estação de trem.

Chegados à primeira estação alemã, tomado o trem recheado de italianos, chegamos à conclusão de que agora, sim, estávamos na nossa primeira estação invernal: Alemanha! O que era a nossa vida de Jamaica (Road) abaixo de zero diante desta imensidão alva em que somos alvos fáceis para o congelamento das extremidades?

Com a sensação viva (ou morta?) de que nossos dedos não aguentariam muito presos às nossas mãos, e com medo de não haver roupa térmica que bastasse à "blindagem" do corpo, eis a vista de nossa janela lateral dinâmica:

E eis o vosso escravo da pena na estação final do que será nossa linha diária, a u5, que liga a estação de Hönow, adjacente à qual está nosso hotel, à de Alexander Platz, que será o epicentro de nossa aventura teutônica! É mesmo de dar pena, haha!


Ainda bem que há por aqui lindos monumentos da história deste povo controverso, como a Brandenburg Tor:
Ainda bem que os vestígios do espírito natalino ainda aquecem os corações dos enamorados, como em Unten den Linden:
lE ainda bem que a Alemnha é uma terra bem família!
E vamos que vamos, que só diante do inverno Russo capitula Napoleão, e como não haverá tal capítulo...

Ps: Só queria que, pelo menos, nos dias em que a previsão do tempo com máxima de -12 °, esse fosse o "máximo do frio possível", hahha!

domingo, 26 de dezembro de 2010

Não dão bandeira




Hoje, enquanto perambulava pela populosa Oxford Street em Boxing Day (ou seja, milhares de mulheres histéricas à espera da abertura das lojas), deixava o pensamento vagar até chegar às terras platinas. Ocorreu-me que por aqui não vejo tantas bandeiras quanto as que via pelas ruas portenhas; e olha que essa bandeirinha aqui, com a deles e com a nossa, é das mais mais bonitas, hein!

Primeiro pensei que poderia ser falta de orgulho da flâmula, e que os argentinos estão sempre prontos a ter o maior orgulho de tudo que os representa (você não vê nem tanto dos Beatles aqui quanto do Maradona por lá). Sei lá, depois achei que talvez não fosse muito por aí! Talvez isso de não nos esfregar a bandeira à cara tenha a ver com aquilo que dizia antes, sobre a Inglaterra (ou pelo menos Londres) ser terra de todos, zona franca, onde todos desfilam suas cores e sotaques sem serem notados, talvez seja coisa de a todos bemvir...

Bom, só desfilando por aqui e por ali, não posso afirmá-lo, e pode mesmo ser que essa hospitalidade seja só pra inglês ver, rs. Ou pode ser que esta descrição se deva à discrição inglesa. É, acho que é isso mesmo; os ingleses não dão bandeira!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

London View 2 - Ontem, Ano Passado, Antigamente...

























Hoje é véspera de Natal, e nada mais adequado do que visitar um dos sítios marcados pela trajetória de um dos presentes mais significativos que a Grã-Bretanha ofereceu ao mundo: Os Beatles! E quem tem os Beatles na pele, por mais escondida que esteja nestes tempos invernais, não se pode furtar à vexamosa travessia meia-boca da Abbey Road, bem ali, em frente ao estúdio homônimo. Sem sinal que detenha o avanço automotivo, e disputanto o espaço a dezenas de francofanáticos, fica difícil!
Em dia de grandeza também nos dedicamos à visita do grandioso rastro deixado por pequenos homens autoproclamados divinos! O Forte ficou pronto em 1078, e marcou momentos conhecidos da história da Grã-Bretanha. Foi ali que esteve presa Ana Bolena; também ali sofreu encarceramento por semanas a forte Elizabeth I, e até acho que morreu um Jaime por ali. Mas ah, quem se importa com reis assim, não é mesmo!?




quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

London View


Museum of London


St Pauls Cathedral
Monument

Trafalgar Square
London Eye and Big Ben
Houses of Parliament
The Thames

Da Janela Lateral...

God save the Queen!

Londres, 23 de dezembro de 2010.

Depois de receber um contato da recepção do Marriott Lisbon, dando conta de que um ônibus da TAP nos buscaria às cinco da manhã para nos levar ao aeroporto; depois de viver momentos de tensão, com medo de não haver no voo da manhã vaga para todos; depois de correr desesperadamente pelos corredores do aeroporto de Lisboa, feliz de não estar no metrô de Londres, consegui desembarcar no aeroporto de Gatwick, deixando pra trás meus laços com o noticiário sobre Heathrow.

Eis-me Pepepéu! Agora, o alívio é tão grande por deixar a fase lisboeta pela londrina, que até fico sacaetanando os clássicos:

"I'm wondering 'round and 'round
With lots to do
Not lonely in London, London is
-Lovely, Sir!(...)
While my eyes
Go looking for
Some sun sources in the sky"


E dá-lhe terra da rainha! E o que faz a preguiça, né! Eu, que no Brasil tô mais pra "homem de esquerda", dos que in the times of yer eram até mandados pra cá, aqui me alinho à direita, como todos os que, nas escadas do metrô, não se dispõem a correr escadaria acima. Que gente organizada, you've got to give them that!

Cidade cinza, cidade linda, cidade fria.

Faça como eu, traga sua princesa, ou venha resgatá-la da torre!

Big Ben, Marshalls vários, ground heroes! Lojas em adaptação ao frio, cavando a sobrevivência em Ox-for-consumismo!

Tickets for the Theatre (and not the Theather!), feira de natal em Hyde Park, mulled wine, hot chocolate, german sausage...

Há diversão em Londres, sobretudo para um não tão novo brasileiro enamorado, num tão velho continente que lhe é tão novo... ou não!

Reminiscências...


domingo, 19 de dezembro de 2010

TAPeado!

Lisboa, 19/12/2010 (1:27 a.m)

Parece às vezes destino! Depois de o Marrocos, pela armada propaganda de sua gente (que ainda a esta altura me é estranha), quase me arrebatar a oportunidade de conhecer esta nossa terra ancestral, eis que minha primeira excursão europeia, que apenas formalmente começaria lusa (por conexão aérea), "lusofana-se".

Quando mais cedo nesta semana apropriei-me de minhas primeiras notas de Euro, que jamais vira, senti que aquilo talvez não me fosse apropriado: "Gabriel, essas notas nem se contêm na sua carteira! É mesmo porque não as deve conter!". E foi lembrando-me disso, confortavelmente instalado no autocarro que me conduziria ao aeroplano que me reintegraria à fruição-em-presença do amor, que sofri o choque de uma chamada de volta à sala de embarque, acompanhado de outros atônitos!

Meu voo, partido de Belo Horizonte para, por Lisboa, ter a Londres, é realmente partido e nos torna a tarde lisboeta! 14:35 era o horário de nossa partida para Heathrow que, depois de muito ruminarem os funcionários da TAP, soubemos fechado pelo mau tempo.

Meu Deus! Como tardam estes portugueses voadores para tomarem providências de contorno às vicissitudes! Melhor que se tivessem quedado marítimos, a fazer o périplo naval de África!

Depois de muito TAPeados pelos TAPados profissionais, fomos conduzidos ao Hotel "Marriott Lisbon", onde, muito bem instalados, pudemos tomar as providências noticiosas!

Com isso, o "nós" aqui empregado não é plural de modéstia; não é plural majestático (Ai de mim!) e, por desventura, tampouco é o plural romântico que, extasiado, verei arrebatar-me a expedição dentro em pouco.

Este "nós" é o compassivo, o daqueles postos (os indispostos e os mais dispostos) sob a mesma aflição! Aflição que perde um pouco de sua fúria quando se conhecem impagáveis como o Guilherme (simpatia recifense enturmante e gabarola), e o Gustavo (tímido e jovem paulista frequentemente tomado por meu irmão, o que já não deixa de ser verdade!) .

Formado o G3, estava pronta a plataforma para "bemvir" Natália (viajante solo belorinzontina de cidadania lusa e a caminho do mercado de trabalho da província da Rainha), Rosane (mãe belorizontina desesperada para juntar-se à filha que estuda na capital britânica), Marcos (carioca amante da malhação destinado a engrossar a zombação tupiniquim dos primos), Silvia (paulista já portadora de sotaque português e mãe de dois "miúdos já nascidos por cá!) e outros!


Depois de rápido giro pela capital portuguesa, do calor no coração vindo da esperança da reintegração, fortalecido pela solidariedade pátria, e ainda recrudescido pela satisfação de estar em uma terra em que o Pessoa se vê nas paredes da estação metroviária, é nutrir-se! Nutrir-se a si e às esperanças de, já tendo notíticias a dar sobre os "alfacinhas", ir ter à terra da Rainha para arrebatar a princesa sem tirar a filha a ninguém!

Até já!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

2 dias... Alongando os Curtos Dias Invernais



A bem dizer... "chegou!"
A dizer o bem... "chegou!"
A bem... "chegou!"

Tanto quis curtir que encurtou!
Now I long for...
Long "Get Along" days!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

e-labore!


Às vezes
Atropelado pelo comércio de simpatias
Tenho vontade de ser
Apenas, um homem de palavra
A penas
Um homem só de palavras

Mas a matéria prima!

Pour l'instant


"Au sein de l'infini nous élaçons notre être,
Sans pouvoir un moment nous voir et nous connaître."


Voltaire, Mélanges

sábado, 11 de dezembro de 2010

"From The Past Come The Storms"



"...que a chuva caia
como uma luva

um dilúvio, um delírio
que a chuva traga... alívio"


"O passado, trazido pela memória afetiva, oferece farrapos de seres contidos virtualmente no eu inicial, que se tornou, detre tantos outros possíveis, apenas o eu insatisfatório que é. Oras, o passado é ambíguo, sendo ao mesmo tempo a vida que se consumou (impedindo outras formas de vida) e o conhecimento da vida, que permite pensar outra vida mais plena. É portanto com os fragmentos proporcionados pela memória que se torna possível construir uma visão coesa, que criaria uma razão de ser unificada, redimindo as limitações e dado impressão de uma realidade mais plena".
Antonio Candido, a propósito da obra de Drummond.

"Too much" or "Not enough", it's all the same


If you're standing at "as good as it gets", better start thinking about some "as good as it takes", baby!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O Pop Não Poupa Ninguém




Há exatos trinta anos hoje, John Lennon levava um tiro a queima roupa; o pop não poupa ninguém!

Nasci em um mundo ligeiramente melhor que o de hoje e, ainda antes de completar dois anos, armaram-me essa! Mas tudo bem, nada que nos tenha impedido de saber que, com efeito (como muito já aparecido por aqui), life is what happens to you while you're busy making other plans; tampouco nos furtou a ciência de que God is a concept by which we measure our pain. Você saberá para sempre (tenho cada vez sabido mais) que all you need is love, e que é nossa obrigação a de give peace a chance. Saberá, mais, que coisa que não se esconde é quando se está crippled inside! Então give some truth, e saiba que I may be a dreamer, but I'm not the only one!

É com esse olho belo, apenas aparentemente cerrado, que seguiremos mirando o mundo, sem mirar ninguém!















quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Objetando - Primado da Lágrima


Vez por outra, em uma discussão, deparamos algum preguiçoso que, fatigado, capitula através de um reconhecimento do tipo: "Você é cheio dos argumentos, né!". Minha avó, que não se fizera de rogada diante da chantagem emocional propulsora da carreira jurídica ("Não sei por quê, mas quando você diz "Direito!" meu coração se expande, quando você diz "Jornalismo", não...") adorava fazê-lo, na eterna justificativa do empurrãzinho: "Mas é advogado mesmo!".

Fosse verdade essa coisa do ser pleno de argumentos, talvez fosse preciso um senhor articulador para nos deixar sem eles, né! (senão mãe ou namorada, claro...), mas a coisa não é assim. Não é com muito orgulho que confesso que, mais recentemente, quem me deixou sem argumentos foi o Jon... Bon Jovi! Vixe! "Não sei, só sei que foi assim!"

É que dia desses travava dessas batalhas musicais verbais, em que tentamos covencer os outros de que, bem, de que "Puta que pariu, velho! Você gosta desse troço!" hahaha! Tudo com muita ternura, claro! Uma desses "troços" era, como de hábito, a música breganeja. Após ter "censurado" ao cabra o gosto pela ladainha do "como-dói-meu-cotovelo" o cabra me voltou um "Mas você não gosta de Bon Jovi?!" E eis como o Bon Jovi me deixou sem argumentos! O Bon Jovi é meu sertanejo.


E foi curtindo meu sertanejo no meu "destransitado" movimento pendular Sabarabuçu-Belzonte que tropecei neste verso de rara beleza:

"Did I see a tear fall from your eyes Or did you laugh so hard that you cried?"

I couldn't help but think about the awkward doubt of the poet! Afinal, tivesse a moça chorado de tanto rir, isso não implicaria justamente em ter visto o poeta, de qualquer maneira, uma lágrima a cair-lhe do rosto? A arte tem razões que a própria razão desconhece! Não que eu não conte com a possibilidade de anglófonos mais credenciados, como a ainda senhorita Gahbi (S2), ou a Jussara, ou a Pollyanna, ou Junim, ou Sheiloca, ou Roberta R. me convencerem de que "awkward" é minha censura ao poeta ne New Jersey!

Ps: Seja como for, que o deixemos em paz, porque não quero problemas com o exército de dois formado pelo Metal e pelo GuilheRme da Vendinha! Ha!