sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Frohe Neues Jahre!

Meus queridos,
É chegado o ocaso do ano e, com ele, como em tudo sobre nossa boa Terra, sua contrapartida, o alvorecer de um novo dia, dia branco; não dia branco como os que experimentamos aqui em Berlin, na neve, mas dia em branco, em cuja face, com o potente pincel que lhes está dado, poderão escrever o que quiserem!

Nesta nova oportunidade, experimentem palavras amenas, palavras de conforto, palavras de harmonia, palavras de unidade, palavras quentes, palavras... solares!

Que saibamos todos aproveitar as novas oportunidades que se nos apresentarão!

Amor,
Gabriel

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Deutschland

Berlin, 28 de dezembro de 2010

Chegado o dia de deixar a capital europeia do mundo em favor da capital tedesca, vencidos os desafios físicos de passar a noite em claro no aeroporto de Luton, vencido o estranhamento causado pelo reencontro com a língua de Goethe no aeroporto de Schoenefeld, ganhamos a primeira estação alemã, estação de trem.

Chegados à primeira estação alemã, tomado o trem recheado de italianos, chegamos à conclusão de que agora, sim, estávamos na nossa primeira estação invernal: Alemanha! O que era a nossa vida de Jamaica (Road) abaixo de zero diante desta imensidão alva em que somos alvos fáceis para o congelamento das extremidades?

Com a sensação viva (ou morta?) de que nossos dedos não aguentariam muito presos às nossas mãos, e com medo de não haver roupa térmica que bastasse à "blindagem" do corpo, eis a vista de nossa janela lateral dinâmica:

E eis o vosso escravo da pena na estação final do que será nossa linha diária, a u5, que liga a estação de Hönow, adjacente à qual está nosso hotel, à de Alexander Platz, que será o epicentro de nossa aventura teutônica! É mesmo de dar pena, haha!


Ainda bem que há por aqui lindos monumentos da história deste povo controverso, como a Brandenburg Tor:
Ainda bem que os vestígios do espírito natalino ainda aquecem os corações dos enamorados, como em Unten den Linden:
lE ainda bem que a Alemnha é uma terra bem família!
E vamos que vamos, que só diante do inverno Russo capitula Napoleão, e como não haverá tal capítulo...

Ps: Só queria que, pelo menos, nos dias em que a previsão do tempo com máxima de -12 °, esse fosse o "máximo do frio possível", hahha!

domingo, 26 de dezembro de 2010

Não dão bandeira




Hoje, enquanto perambulava pela populosa Oxford Street em Boxing Day (ou seja, milhares de mulheres histéricas à espera da abertura das lojas), deixava o pensamento vagar até chegar às terras platinas. Ocorreu-me que por aqui não vejo tantas bandeiras quanto as que via pelas ruas portenhas; e olha que essa bandeirinha aqui, com a deles e com a nossa, é das mais mais bonitas, hein!

Primeiro pensei que poderia ser falta de orgulho da flâmula, e que os argentinos estão sempre prontos a ter o maior orgulho de tudo que os representa (você não vê nem tanto dos Beatles aqui quanto do Maradona por lá). Sei lá, depois achei que talvez não fosse muito por aí! Talvez isso de não nos esfregar a bandeira à cara tenha a ver com aquilo que dizia antes, sobre a Inglaterra (ou pelo menos Londres) ser terra de todos, zona franca, onde todos desfilam suas cores e sotaques sem serem notados, talvez seja coisa de a todos bemvir...

Bom, só desfilando por aqui e por ali, não posso afirmá-lo, e pode mesmo ser que essa hospitalidade seja só pra inglês ver, rs. Ou pode ser que esta descrição se deva à discrição inglesa. É, acho que é isso mesmo; os ingleses não dão bandeira!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

London View 2 - Ontem, Ano Passado, Antigamente...

























Hoje é véspera de Natal, e nada mais adequado do que visitar um dos sítios marcados pela trajetória de um dos presentes mais significativos que a Grã-Bretanha ofereceu ao mundo: Os Beatles! E quem tem os Beatles na pele, por mais escondida que esteja nestes tempos invernais, não se pode furtar à vexamosa travessia meia-boca da Abbey Road, bem ali, em frente ao estúdio homônimo. Sem sinal que detenha o avanço automotivo, e disputanto o espaço a dezenas de francofanáticos, fica difícil!
Em dia de grandeza também nos dedicamos à visita do grandioso rastro deixado por pequenos homens autoproclamados divinos! O Forte ficou pronto em 1078, e marcou momentos conhecidos da história da Grã-Bretanha. Foi ali que esteve presa Ana Bolena; também ali sofreu encarceramento por semanas a forte Elizabeth I, e até acho que morreu um Jaime por ali. Mas ah, quem se importa com reis assim, não é mesmo!?




quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

London View


Museum of London


St Pauls Cathedral
Monument

Trafalgar Square
London Eye and Big Ben
Houses of Parliament
The Thames

Da Janela Lateral...

God save the Queen!

Londres, 23 de dezembro de 2010.

Depois de receber um contato da recepção do Marriott Lisbon, dando conta de que um ônibus da TAP nos buscaria às cinco da manhã para nos levar ao aeroporto; depois de viver momentos de tensão, com medo de não haver no voo da manhã vaga para todos; depois de correr desesperadamente pelos corredores do aeroporto de Lisboa, feliz de não estar no metrô de Londres, consegui desembarcar no aeroporto de Gatwick, deixando pra trás meus laços com o noticiário sobre Heathrow.

Eis-me Pepepéu! Agora, o alívio é tão grande por deixar a fase lisboeta pela londrina, que até fico sacaetanando os clássicos:

"I'm wondering 'round and 'round
With lots to do
Not lonely in London, London is
-Lovely, Sir!(...)
While my eyes
Go looking for
Some sun sources in the sky"


E dá-lhe terra da rainha! E o que faz a preguiça, né! Eu, que no Brasil tô mais pra "homem de esquerda", dos que in the times of yer eram até mandados pra cá, aqui me alinho à direita, como todos os que, nas escadas do metrô, não se dispõem a correr escadaria acima. Que gente organizada, you've got to give them that!

Cidade cinza, cidade linda, cidade fria.

Faça como eu, traga sua princesa, ou venha resgatá-la da torre!

Big Ben, Marshalls vários, ground heroes! Lojas em adaptação ao frio, cavando a sobrevivência em Ox-for-consumismo!

Tickets for the Theatre (and not the Theather!), feira de natal em Hyde Park, mulled wine, hot chocolate, german sausage...

Há diversão em Londres, sobretudo para um não tão novo brasileiro enamorado, num tão velho continente que lhe é tão novo... ou não!

Reminiscências...


domingo, 19 de dezembro de 2010

TAPeado!

Lisboa, 19/12/2010 (1:27 a.m)

Parece às vezes destino! Depois de o Marrocos, pela armada propaganda de sua gente (que ainda a esta altura me é estranha), quase me arrebatar a oportunidade de conhecer esta nossa terra ancestral, eis que minha primeira excursão europeia, que apenas formalmente começaria lusa (por conexão aérea), "lusofana-se".

Quando mais cedo nesta semana apropriei-me de minhas primeiras notas de Euro, que jamais vira, senti que aquilo talvez não me fosse apropriado: "Gabriel, essas notas nem se contêm na sua carteira! É mesmo porque não as deve conter!". E foi lembrando-me disso, confortavelmente instalado no autocarro que me conduziria ao aeroplano que me reintegraria à fruição-em-presença do amor, que sofri o choque de uma chamada de volta à sala de embarque, acompanhado de outros atônitos!

Meu voo, partido de Belo Horizonte para, por Lisboa, ter a Londres, é realmente partido e nos torna a tarde lisboeta! 14:35 era o horário de nossa partida para Heathrow que, depois de muito ruminarem os funcionários da TAP, soubemos fechado pelo mau tempo.

Meu Deus! Como tardam estes portugueses voadores para tomarem providências de contorno às vicissitudes! Melhor que se tivessem quedado marítimos, a fazer o périplo naval de África!

Depois de muito TAPeados pelos TAPados profissionais, fomos conduzidos ao Hotel "Marriott Lisbon", onde, muito bem instalados, pudemos tomar as providências noticiosas!

Com isso, o "nós" aqui empregado não é plural de modéstia; não é plural majestático (Ai de mim!) e, por desventura, tampouco é o plural romântico que, extasiado, verei arrebatar-me a expedição dentro em pouco.

Este "nós" é o compassivo, o daqueles postos (os indispostos e os mais dispostos) sob a mesma aflição! Aflição que perde um pouco de sua fúria quando se conhecem impagáveis como o Guilherme (simpatia recifense enturmante e gabarola), e o Gustavo (tímido e jovem paulista frequentemente tomado por meu irmão, o que já não deixa de ser verdade!) .

Formado o G3, estava pronta a plataforma para "bemvir" Natália (viajante solo belorinzontina de cidadania lusa e a caminho do mercado de trabalho da província da Rainha), Rosane (mãe belorizontina desesperada para juntar-se à filha que estuda na capital britânica), Marcos (carioca amante da malhação destinado a engrossar a zombação tupiniquim dos primos), Silvia (paulista já portadora de sotaque português e mãe de dois "miúdos já nascidos por cá!) e outros!


Depois de rápido giro pela capital portuguesa, do calor no coração vindo da esperança da reintegração, fortalecido pela solidariedade pátria, e ainda recrudescido pela satisfação de estar em uma terra em que o Pessoa se vê nas paredes da estação metroviária, é nutrir-se! Nutrir-se a si e às esperanças de, já tendo notíticias a dar sobre os "alfacinhas", ir ter à terra da Rainha para arrebatar a princesa sem tirar a filha a ninguém!

Até já!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

2 dias... Alongando os Curtos Dias Invernais



A bem dizer... "chegou!"
A dizer o bem... "chegou!"
A bem... "chegou!"

Tanto quis curtir que encurtou!
Now I long for...
Long "Get Along" days!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

e-labore!


Às vezes
Atropelado pelo comércio de simpatias
Tenho vontade de ser
Apenas, um homem de palavra
A penas
Um homem só de palavras

Mas a matéria prima!

Pour l'instant


"Au sein de l'infini nous élaçons notre être,
Sans pouvoir un moment nous voir et nous connaître."


Voltaire, Mélanges

sábado, 11 de dezembro de 2010

"From The Past Come The Storms"



"...que a chuva caia
como uma luva

um dilúvio, um delírio
que a chuva traga... alívio"


"O passado, trazido pela memória afetiva, oferece farrapos de seres contidos virtualmente no eu inicial, que se tornou, detre tantos outros possíveis, apenas o eu insatisfatório que é. Oras, o passado é ambíguo, sendo ao mesmo tempo a vida que se consumou (impedindo outras formas de vida) e o conhecimento da vida, que permite pensar outra vida mais plena. É portanto com os fragmentos proporcionados pela memória que se torna possível construir uma visão coesa, que criaria uma razão de ser unificada, redimindo as limitações e dado impressão de uma realidade mais plena".
Antonio Candido, a propósito da obra de Drummond.

"Too much" or "Not enough", it's all the same


If you're standing at "as good as it gets", better start thinking about some "as good as it takes", baby!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O Pop Não Poupa Ninguém




Há exatos trinta anos hoje, John Lennon levava um tiro a queima roupa; o pop não poupa ninguém!

Nasci em um mundo ligeiramente melhor que o de hoje e, ainda antes de completar dois anos, armaram-me essa! Mas tudo bem, nada que nos tenha impedido de saber que, com efeito (como muito já aparecido por aqui), life is what happens to you while you're busy making other plans; tampouco nos furtou a ciência de que God is a concept by which we measure our pain. Você saberá para sempre (tenho cada vez sabido mais) que all you need is love, e que é nossa obrigação a de give peace a chance. Saberá, mais, que coisa que não se esconde é quando se está crippled inside! Então give some truth, e saiba que I may be a dreamer, but I'm not the only one!

É com esse olho belo, apenas aparentemente cerrado, que seguiremos mirando o mundo, sem mirar ninguém!















quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Objetando - Primado da Lágrima


Vez por outra, em uma discussão, deparamos algum preguiçoso que, fatigado, capitula através de um reconhecimento do tipo: "Você é cheio dos argumentos, né!". Minha avó, que não se fizera de rogada diante da chantagem emocional propulsora da carreira jurídica ("Não sei por quê, mas quando você diz "Direito!" meu coração se expande, quando você diz "Jornalismo", não...") adorava fazê-lo, na eterna justificativa do empurrãzinho: "Mas é advogado mesmo!".

Fosse verdade essa coisa do ser pleno de argumentos, talvez fosse preciso um senhor articulador para nos deixar sem eles, né! (senão mãe ou namorada, claro...), mas a coisa não é assim. Não é com muito orgulho que confesso que, mais recentemente, quem me deixou sem argumentos foi o Jon... Bon Jovi! Vixe! "Não sei, só sei que foi assim!"

É que dia desses travava dessas batalhas musicais verbais, em que tentamos covencer os outros de que, bem, de que "Puta que pariu, velho! Você gosta desse troço!" hahaha! Tudo com muita ternura, claro! Uma desses "troços" era, como de hábito, a música breganeja. Após ter "censurado" ao cabra o gosto pela ladainha do "como-dói-meu-cotovelo" o cabra me voltou um "Mas você não gosta de Bon Jovi?!" E eis como o Bon Jovi me deixou sem argumentos! O Bon Jovi é meu sertanejo.


E foi curtindo meu sertanejo no meu "destransitado" movimento pendular Sabarabuçu-Belzonte que tropecei neste verso de rara beleza:

"Did I see a tear fall from your eyes Or did you laugh so hard that you cried?"

I couldn't help but think about the awkward doubt of the poet! Afinal, tivesse a moça chorado de tanto rir, isso não implicaria justamente em ter visto o poeta, de qualquer maneira, uma lágrima a cair-lhe do rosto? A arte tem razões que a própria razão desconhece! Não que eu não conte com a possibilidade de anglófonos mais credenciados, como a ainda senhorita Gahbi (S2), ou a Jussara, ou a Pollyanna, ou Junim, ou Sheiloca, ou Roberta R. me convencerem de que "awkward" é minha censura ao poeta ne New Jersey!

Ps: Seja como for, que o deixemos em paz, porque não quero problemas com o exército de dois formado pelo Metal e pelo GuilheRme da Vendinha! Ha!

sábado, 27 de novembro de 2010

Iniciado Iniciou Antes

Iniciado? Iniciante? Caetano um violão, harmonia violada, deixou violada, vilão, a inocência de Gadu. Impossível não a ter maculada por tanta experiência sorridente!

Depois de abrir e fechar esta semana com shows tão incríveis de sexagenários, não seria de assustar se cedesse à tentação de concluir que a boa música é evanescente! Que bom que esteve no palco do Chevrolet Hall a Maria Gadu, para provar que a tocha se passa, e que a pira, pirado, não precisa se apagar!


terça-feira, 23 de novembro de 2010

A feia fumaça que sobe apagando as estrelas...








Thank god I rolled up to the magical mistery motherfuckin' awesome tour! Quando Sir Paul martela "My Love" e "Let it Be" no piano, você entende como o amor, ao impulso da música, pode romper barreiras físicas e metafísicas e atingir Londres ou o Paraíso!

Ah! ÊXTaSE!


A feia fumaça não subia apagando as estrelas, elas não se viam. São Paulo, mano! Garoa? Chuva mesmo! Ácida? Bom, fiquei louco, fiquei muito louco, fui tranportado!

"Nada apaga a estrela de Sir Paul McCartney, a figura viva mais importante da música popular.", era o que me dizia ao cruzar a esquina de Ipiranga e São João, rumo à galeria do rock, onde se compram as lembranças aos roqueirinhos da vendinha.

Amigos, capa de chuva, empolgação. Espera Feliz. Ninguém acredita no que vai ver. Todos achavam que o que viam na tevê em 1993 era o Halley da música, e eis que se nos apresentou a oportunidade.


Cara, Sir Paul McCartney desfilou a produção de ninguém menos que Sir Paul McCartney por duas horas e quarenta! Sir PMc tocou Sir George, tocou Sir John, e com isso nos tocou a todos.

E como nos tocou a todos, para ser claro, peço desculpas a todos:


Minhas desculpas aos Engenheiros do Hawaii; aos Ramones e ao Sepultura de Max; a Rita Lee; aos Raimundos; aos Titãs; a Emerson, Lake & Palmer; ao Dio; aos Scorpions; a Caetano; ao Lobão; a Cássia Eller; a Cálix e Cartoon; ao Guns n" Roses; ao Oasis; ao Soul Asylum; ao Live; a Sá, Rodrix e Guarabyra; a Ney Matogrosso; ao Silverchair; ao Helloween; a Zeca Baleiro; a Los Hermanos; a Geraldo Azevedo; a Oswaldo Montenegro; a Fito Paez; a Alceu Valença; a Elba Ramalho; a Zé Ramalho; a Vander Lee; a Lulu Santos; a Milton Nascimento; a Lenine; ao Angra; a Tom Zé; a Chico Buarque; a Marisa Monte; a Jetrho Tull; ao Lacrimosa; a Gilberto Gil; a Fagner; a Vanessa da Mata; ao The Police; ao Iron Maiden; ao Interpol; ao Ozzy; ao Renato Teixeira; ao Móveis Coloniais de Acaju; ao Little Joy; ao Kiss; ao Vanguart; ao Marcelo Camelo; ao Paulinho da Viola; ao Roberto Carlos; à Cat Power; às Filarmônicas, ao Chuck Berry; ao Cranberries; ao Aerosmith; aos Pixies; ao Cavalera Conspiracy; ao Avenged Sevenfold; ao Queens of the Stone Age (...)

mas o show do Paul foi a experiência musical mais impactante da minha vida (tirando, talvez, as primeiras audições de alguns discos, naquela elevação só possível ao adolescente)! Se Chronos não nos possibilitou uma "Magical Mistery Tour Fab Four", pelo menos a "Up and Coming Tour", pelo que lhe sou muito grato.

Se ainda não deu pra entender, gostaria de lhes dizer que a minha expectativa de superação desse momento resume-se a:

1.Bach, Beethoveen ou Mozart descerem para um concerto no Parque das Mangabeiras.
2.Assistir a uma apresentação de um filho meu em um Rock in Rio in Rio.

Não vou contabilizar os fios que quiseram ganhar o céu ao ouvir "Something" sobre imagens de George (a canção de amor mais bonita do século XX, segundo Frank Sinatra, avalizado pela minha mãe, que só comprou dos Beatles esse compacto), ou uma canção feita em homenagem ao mesmo John Lennon que foi capaz de o fustigar tanto (a Paul) e tão publicamente (e tão inspiradamente, vai!) em "How do you Sleep?"! E os sessenta mil enlouquecidos cantando "Give Peace a Chance"?

Ah! História! História! Queria agradecer a empolgada companhia dos demais súditos, Conrado, Carol, Bruno e o capitão Astoni!

Dinheiro mais bem pago na vida só o da inscrinção do TREMG! Uhu! Up with that rock man!
Ps: Tá, vai! Talvez as desculpas a Gessinger, Licks & Maltz; Ramones e Sepultura com Max; Ney Matogrosso; e Aerosmith sejam um pouco menos sentidas, haha!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Viva, a vida!

Às vezes perguntamos aos botões qual é o sentido da vida, ou o que significa viver, coisa e tal. Há pencas de definições de vida, e as há pequenas (P), médias (M), grandes (G) e até mesmo extra grandes (GG).

Acho que jamais me cansarei de citar a grande definição de Lennon, que verificamos a cada vez que nos é dado nos surpreendermos; ei-la:

"Life is what happens to you while you're busy making other plans".

É bastante verdadeira aquela frase que diz que os ventos não sopram a favor de quem não sabe aonde ir, mas não vá pensando, senhor sabichão, que é só o senhor definir o seu destino de preferência que os ventos vão-se por a inflar-lhe a vela, levando-o, com a aceleração da escolha, àquele paraíso. Não é assim, não!

Haverá óbices, e eles te podem levar a desvios de rota, e até, se o senhor resolve relaxar por demais, a rotas de colisão. Partiu? Alea jacta est, e o risco é do negócio!

Ah, não lanças a barcarola ao mar?! Lança, lança! Se não te abate o naufrágio quem sabe lança em combate? Não há fugir-lhe!

Ah! O que quero mesmo é fundir minhas preferências e tornar extragrande essa grande definição do John Lennon. Assim, tendo-me já batido pela tese do risco inerente ao negócio, digo-lhe que

Viver sendo "muito perigoso", a vida são "pequenos paraísos e riscos a correr"!

E cada um que corra atrás de melhores proporções!
E essa definição é GG com certeza: Guimarães Gessinger! Trilegal, sô!



Ps: Lembrei deste bomgauchismo:
"A vida é uma viagem
Passagem só de ida
Há quem diga que não vale
Há quem mate pra viver
Há vida é uma viagem
Bebida sem gelo
Engolida às pressas
Às vésperas da sede"

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Com os botões! - "Espelho Retrovisor Futuro"


Sangravam aos borbotões, e pretendiam alçar-se da ilusão insana, onde imersos em virtuais cifras do progresso desejavam alguma espécie de déspota esclarecido, alguém que os viesse redimir pelo brilhantismo; mas se le monde va de lui-même, por que Jesus deveria ter dentes no país dos banguelas?



E o plano é manter a marcha, que não dá pra levar na banguela, né!

sábado, 6 de novembro de 2010

TOY STORY




















Esse aí é o desenho que me foi confiado ontem pelo Danilinho, filho da minha amiga cuca-legal, a Jones; mandou-mo pela mãe, que, como sempre, divertia-se com a coisa toda.

O caso é o seguinte: meu amiguinho, como todas as crianças com acesso quase irrestrito a brinquedos, grande breinquedoteca, e vivendo na era da obsolescência programada, não guarda entre suas graves preocupações a com a conservação dos divertidos objetos, que se esparramam pelo chão, mamãezinha com a mão no coração ou não!

Na véspera, seu pai, talvez simplesmente por sê-lo, talvez preocupado com como esse descaso pudesse refletir-se na visão de mundo do menino, ou talvez ainda por uma justa preocupação com a própria integridade física (brinquedos estão para cascas de banana como pais para déspotas esclarecidos), interditou os juguetes.

O guri não teve dúvidas, e fez a arte (panfleto?!), que me enviou. Talvez algo no meu estar sempre barbudo e metido em camisetas do tipo “A revolução não será televisionada” lhe tenha dado a justa e acertada impressão de que a peça encontraria receptividade.

Geração madura! Precoces crianças! Vanguardinha! Conta apenas 5 anos o mancebinho!

Outro dia veio ao Cartório e me mostrou a figura de um castelo, que chamou “rodorts” (ou algo assim). Disse-lhe:

-Não seria Hogwarts, Danilinho?
-Eu não sabia que você conhecia o Harry Potter, Gabriel!

Conquistada a deferência, consegui, para muitas das minhas frases (que na verdade queria ver contestadas), um surpreendente “É mesmo!”

Foi nesse clima de cumplicidade que me participou sua decisão:

“Eu quero uma esposa doce!”, disse-me empalhaçado!

Disse-lhe que o esquecesse:

“Não existem esposas doces, mas, com sorte e no máximo, namoradas doces, Danilinho!”

Pensem! Eu que só aos trinta quis contrair núpcias; eu que ainda nem matei o pai, embora já tenha vivido metido em IRA! (“Se meu filho nem nasceu, eu ainda sou o filho...").

Olha, não sei o que fizeram com a fórmula do danette, nem que vitaminas são essas que andam colocando nos biscoitos, mas algo me diz que o carioquinha passa de 1,74m viu!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

VADE MECUM





"Diga-me com quem andas e te direi... " ... se vou!
É! Melhor assim!

Claro, não tem muita chance de erro; se você me chamar pra sair com seu amigo sagui-de-chapéu-pit-boy, com correntão no pescoço, bonezinho pra trás e comunidades no orkut do tipo "quem não bebe não trepa", pode ser que eu acabe arriscando a vida em um carro em desabalada carreira, com um motorista embrigado, banco deitado, em direção a uma apresentação de GangstaRap (se assim se grafa) ou raves e tais.

Se me chamar pra sair com seu amigo sagui-de-chapéu-goiabão, de calça de moleton e jaqueta de couro corte "terno do Didi", pode ser que a gente vá de bicicleta para uma reunião do clube de xadrez, com direito a refresco Axé e pipoca Aritana.

Se me chamar pra sair com seu amigo sagui-de-chapéu-medio-hipponga-universitário, pode ser que a gente vá de vermelhão (balaio e roupa!) para uma reunião quase clandestina do comando operário para a revolução.

Entende?

Hoje li um email de um colega analista em que se ria de um eleitor que teria reclamado de, ao digitar o 13 na urna, não ter visto o Lula com a Dilma, mas "um tal de Michel Temer". Ora, eu conheço as urnas, nós as preparamos, e até eu me surpreendi! Também hoje ao ver vários jornais nas bancas anunciando a "Era Dilma", apenas com fotos da presidente, achei estranho!

José Serra nasceu botando ordem no berçário, foi presidente do clubinho da matemática, era o diretor do hospital nas brincadeiras de médico (pra não ter que tocar nas primas, sabe... rs., presidente da UNE, prefeito de Sampa, governador de São Paulo, mas tudo meio...., meio... mandato! haha! (Tá, não resisti!) Cercou-se mal, acercou-se-nos mal, e dançou!

Dilma talvez não tenha nascido aspirando a altos cargos. Andou com os engajados (talvez em grupos que explodiram, fizeram e aconteceram) e acabou presa. Andou com os estrelados e acabou no governo. Andou com Lula e acabou escolhida candidata. Acabou vencendo o pleito, tendo estado na hora certa, com as pessoas certas.

"Hoje? Não, por enquanto não vou fazer nada. (...) É? Hum... Quem vai?"
É, hoje estou muito estéril-tipos.