sábado, 27 de novembro de 2010

Iniciado Iniciou Antes

Iniciado? Iniciante? Caetano um violão, harmonia violada, deixou violada, vilão, a inocência de Gadu. Impossível não a ter maculada por tanta experiência sorridente!

Depois de abrir e fechar esta semana com shows tão incríveis de sexagenários, não seria de assustar se cedesse à tentação de concluir que a boa música é evanescente! Que bom que esteve no palco do Chevrolet Hall a Maria Gadu, para provar que a tocha se passa, e que a pira, pirado, não precisa se apagar!


terça-feira, 23 de novembro de 2010

A feia fumaça que sobe apagando as estrelas...








Thank god I rolled up to the magical mistery motherfuckin' awesome tour! Quando Sir Paul martela "My Love" e "Let it Be" no piano, você entende como o amor, ao impulso da música, pode romper barreiras físicas e metafísicas e atingir Londres ou o Paraíso!

Ah! ÊXTaSE!


A feia fumaça não subia apagando as estrelas, elas não se viam. São Paulo, mano! Garoa? Chuva mesmo! Ácida? Bom, fiquei louco, fiquei muito louco, fui tranportado!

"Nada apaga a estrela de Sir Paul McCartney, a figura viva mais importante da música popular.", era o que me dizia ao cruzar a esquina de Ipiranga e São João, rumo à galeria do rock, onde se compram as lembranças aos roqueirinhos da vendinha.

Amigos, capa de chuva, empolgação. Espera Feliz. Ninguém acredita no que vai ver. Todos achavam que o que viam na tevê em 1993 era o Halley da música, e eis que se nos apresentou a oportunidade.


Cara, Sir Paul McCartney desfilou a produção de ninguém menos que Sir Paul McCartney por duas horas e quarenta! Sir PMc tocou Sir George, tocou Sir John, e com isso nos tocou a todos.

E como nos tocou a todos, para ser claro, peço desculpas a todos:


Minhas desculpas aos Engenheiros do Hawaii; aos Ramones e ao Sepultura de Max; a Rita Lee; aos Raimundos; aos Titãs; a Emerson, Lake & Palmer; ao Dio; aos Scorpions; a Caetano; ao Lobão; a Cássia Eller; a Cálix e Cartoon; ao Guns n" Roses; ao Oasis; ao Soul Asylum; ao Live; a Sá, Rodrix e Guarabyra; a Ney Matogrosso; ao Silverchair; ao Helloween; a Zeca Baleiro; a Los Hermanos; a Geraldo Azevedo; a Oswaldo Montenegro; a Fito Paez; a Alceu Valença; a Elba Ramalho; a Zé Ramalho; a Vander Lee; a Lulu Santos; a Milton Nascimento; a Lenine; ao Angra; a Tom Zé; a Chico Buarque; a Marisa Monte; a Jetrho Tull; ao Lacrimosa; a Gilberto Gil; a Fagner; a Vanessa da Mata; ao The Police; ao Iron Maiden; ao Interpol; ao Ozzy; ao Renato Teixeira; ao Móveis Coloniais de Acaju; ao Little Joy; ao Kiss; ao Vanguart; ao Marcelo Camelo; ao Paulinho da Viola; ao Roberto Carlos; à Cat Power; às Filarmônicas, ao Chuck Berry; ao Cranberries; ao Aerosmith; aos Pixies; ao Cavalera Conspiracy; ao Avenged Sevenfold; ao Queens of the Stone Age (...)

mas o show do Paul foi a experiência musical mais impactante da minha vida (tirando, talvez, as primeiras audições de alguns discos, naquela elevação só possível ao adolescente)! Se Chronos não nos possibilitou uma "Magical Mistery Tour Fab Four", pelo menos a "Up and Coming Tour", pelo que lhe sou muito grato.

Se ainda não deu pra entender, gostaria de lhes dizer que a minha expectativa de superação desse momento resume-se a:

1.Bach, Beethoveen ou Mozart descerem para um concerto no Parque das Mangabeiras.
2.Assistir a uma apresentação de um filho meu em um Rock in Rio in Rio.

Não vou contabilizar os fios que quiseram ganhar o céu ao ouvir "Something" sobre imagens de George (a canção de amor mais bonita do século XX, segundo Frank Sinatra, avalizado pela minha mãe, que só comprou dos Beatles esse compacto), ou uma canção feita em homenagem ao mesmo John Lennon que foi capaz de o fustigar tanto (a Paul) e tão publicamente (e tão inspiradamente, vai!) em "How do you Sleep?"! E os sessenta mil enlouquecidos cantando "Give Peace a Chance"?

Ah! História! História! Queria agradecer a empolgada companhia dos demais súditos, Conrado, Carol, Bruno e o capitão Astoni!

Dinheiro mais bem pago na vida só o da inscrinção do TREMG! Uhu! Up with that rock man!
Ps: Tá, vai! Talvez as desculpas a Gessinger, Licks & Maltz; Ramones e Sepultura com Max; Ney Matogrosso; e Aerosmith sejam um pouco menos sentidas, haha!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Viva, a vida!

Às vezes perguntamos aos botões qual é o sentido da vida, ou o que significa viver, coisa e tal. Há pencas de definições de vida, e as há pequenas (P), médias (M), grandes (G) e até mesmo extra grandes (GG).

Acho que jamais me cansarei de citar a grande definição de Lennon, que verificamos a cada vez que nos é dado nos surpreendermos; ei-la:

"Life is what happens to you while you're busy making other plans".

É bastante verdadeira aquela frase que diz que os ventos não sopram a favor de quem não sabe aonde ir, mas não vá pensando, senhor sabichão, que é só o senhor definir o seu destino de preferência que os ventos vão-se por a inflar-lhe a vela, levando-o, com a aceleração da escolha, àquele paraíso. Não é assim, não!

Haverá óbices, e eles te podem levar a desvios de rota, e até, se o senhor resolve relaxar por demais, a rotas de colisão. Partiu? Alea jacta est, e o risco é do negócio!

Ah, não lanças a barcarola ao mar?! Lança, lança! Se não te abate o naufrágio quem sabe lança em combate? Não há fugir-lhe!

Ah! O que quero mesmo é fundir minhas preferências e tornar extragrande essa grande definição do John Lennon. Assim, tendo-me já batido pela tese do risco inerente ao negócio, digo-lhe que

Viver sendo "muito perigoso", a vida são "pequenos paraísos e riscos a correr"!

E cada um que corra atrás de melhores proporções!
E essa definição é GG com certeza: Guimarães Gessinger! Trilegal, sô!



Ps: Lembrei deste bomgauchismo:
"A vida é uma viagem
Passagem só de ida
Há quem diga que não vale
Há quem mate pra viver
Há vida é uma viagem
Bebida sem gelo
Engolida às pressas
Às vésperas da sede"

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Com os botões! - "Espelho Retrovisor Futuro"


Sangravam aos borbotões, e pretendiam alçar-se da ilusão insana, onde imersos em virtuais cifras do progresso desejavam alguma espécie de déspota esclarecido, alguém que os viesse redimir pelo brilhantismo; mas se le monde va de lui-même, por que Jesus deveria ter dentes no país dos banguelas?



E o plano é manter a marcha, que não dá pra levar na banguela, né!

sábado, 6 de novembro de 2010

TOY STORY




















Esse aí é o desenho que me foi confiado ontem pelo Danilinho, filho da minha amiga cuca-legal, a Jones; mandou-mo pela mãe, que, como sempre, divertia-se com a coisa toda.

O caso é o seguinte: meu amiguinho, como todas as crianças com acesso quase irrestrito a brinquedos, grande breinquedoteca, e vivendo na era da obsolescência programada, não guarda entre suas graves preocupações a com a conservação dos divertidos objetos, que se esparramam pelo chão, mamãezinha com a mão no coração ou não!

Na véspera, seu pai, talvez simplesmente por sê-lo, talvez preocupado com como esse descaso pudesse refletir-se na visão de mundo do menino, ou talvez ainda por uma justa preocupação com a própria integridade física (brinquedos estão para cascas de banana como pais para déspotas esclarecidos), interditou os juguetes.

O guri não teve dúvidas, e fez a arte (panfleto?!), que me enviou. Talvez algo no meu estar sempre barbudo e metido em camisetas do tipo “A revolução não será televisionada” lhe tenha dado a justa e acertada impressão de que a peça encontraria receptividade.

Geração madura! Precoces crianças! Vanguardinha! Conta apenas 5 anos o mancebinho!

Outro dia veio ao Cartório e me mostrou a figura de um castelo, que chamou “rodorts” (ou algo assim). Disse-lhe:

-Não seria Hogwarts, Danilinho?
-Eu não sabia que você conhecia o Harry Potter, Gabriel!

Conquistada a deferência, consegui, para muitas das minhas frases (que na verdade queria ver contestadas), um surpreendente “É mesmo!”

Foi nesse clima de cumplicidade que me participou sua decisão:

“Eu quero uma esposa doce!”, disse-me empalhaçado!

Disse-lhe que o esquecesse:

“Não existem esposas doces, mas, com sorte e no máximo, namoradas doces, Danilinho!”

Pensem! Eu que só aos trinta quis contrair núpcias; eu que ainda nem matei o pai, embora já tenha vivido metido em IRA! (“Se meu filho nem nasceu, eu ainda sou o filho...").

Olha, não sei o que fizeram com a fórmula do danette, nem que vitaminas são essas que andam colocando nos biscoitos, mas algo me diz que o carioquinha passa de 1,74m viu!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

VADE MECUM





"Diga-me com quem andas e te direi... " ... se vou!
É! Melhor assim!

Claro, não tem muita chance de erro; se você me chamar pra sair com seu amigo sagui-de-chapéu-pit-boy, com correntão no pescoço, bonezinho pra trás e comunidades no orkut do tipo "quem não bebe não trepa", pode ser que eu acabe arriscando a vida em um carro em desabalada carreira, com um motorista embrigado, banco deitado, em direção a uma apresentação de GangstaRap (se assim se grafa) ou raves e tais.

Se me chamar pra sair com seu amigo sagui-de-chapéu-goiabão, de calça de moleton e jaqueta de couro corte "terno do Didi", pode ser que a gente vá de bicicleta para uma reunião do clube de xadrez, com direito a refresco Axé e pipoca Aritana.

Se me chamar pra sair com seu amigo sagui-de-chapéu-medio-hipponga-universitário, pode ser que a gente vá de vermelhão (balaio e roupa!) para uma reunião quase clandestina do comando operário para a revolução.

Entende?

Hoje li um email de um colega analista em que se ria de um eleitor que teria reclamado de, ao digitar o 13 na urna, não ter visto o Lula com a Dilma, mas "um tal de Michel Temer". Ora, eu conheço as urnas, nós as preparamos, e até eu me surpreendi! Também hoje ao ver vários jornais nas bancas anunciando a "Era Dilma", apenas com fotos da presidente, achei estranho!

José Serra nasceu botando ordem no berçário, foi presidente do clubinho da matemática, era o diretor do hospital nas brincadeiras de médico (pra não ter que tocar nas primas, sabe... rs., presidente da UNE, prefeito de Sampa, governador de São Paulo, mas tudo meio...., meio... mandato! haha! (Tá, não resisti!) Cercou-se mal, acercou-se-nos mal, e dançou!

Dilma talvez não tenha nascido aspirando a altos cargos. Andou com os engajados (talvez em grupos que explodiram, fizeram e aconteceram) e acabou presa. Andou com os estrelados e acabou no governo. Andou com Lula e acabou escolhida candidata. Acabou vencendo o pleito, tendo estado na hora certa, com as pessoas certas.

"Hoje? Não, por enquanto não vou fazer nada. (...) É? Hum... Quem vai?"
É, hoje estou muito estéril-tipos.