segunda-feira, 30 de agosto de 2010

PRIMEIRA LEI DE NILTON


Nilton é meu avô materno. Há quem afirme a incorreção do "ser" no presente ("É" meu avô... ), já que não tive o prazer de conhecê-lo. Penso, no entanto, que tampouco o pretérito ("ERA" meu avô) seria exato, já que morreu sem tê-lo sido realmente. Na dúvida, presentifico-o, presente que foi, para muitos..
Nilton, muito saudoso (a julgar pela diversão com que sempre me relataram seus casos), era homem de seu tempo: contador, metido em traje social, olhos verdes escondidos atrás de óculos de grossos aro e lentes, afetuoso, mas sem muitos toques. Dizem que enxergava mal. Supomos, hoje, em retrospectiva, que é a origem da ceratocone da Paula. Especulações..
Mas o que quero é dizer que Nilton era um homem de hábitos jocosos, como por exemplo o de, estando protegido pelo conforto da estação, acenar e mandar beijos às moças feias que se debruçavam nas janelas de ônibus e trens. Não pensavam que a banda tocava para elas, mas os beijos lhes eram mesmo destinados, embora em moeda sem lastro de intenção.
Nilton não completara sua educação formal, como tampouco fizera minha avó que, para mostrar-se ainda assim superior, costumava exibir-nos um arrebatado panegírico que lhe fora destinado pela mestra Eunice no verso de um santinho, para em seguida nos mostrar a caderneta escolar do vovô, de que constava, junto à aprovação, um "simplesmente".

Em uma das não tão raras provas de que o formalmente estabelecido não é prova inconteste de nada (como de resto nos dão mostra alguns mestres e doutores apalermados que infestam as instituições) o vovô-"simplesmete", com prazer, e não a duras penas, era um homem de cultura, verdadeiro bibliófilo. Ainda conservo os muitos livros de que se valeu em rota de erudição, embora dos Livros Barsa (agora, sim, a duras penas) tenha conseguido (des)livrar-me (Não me censurem, Getúlio ainda estava vivo no troço!).

Bibliofilamente enriquecido de cultura, vovô sempre se divertia com os erros dos circunstantes, mas sem jamais corrigi-los, tanto para não ser pedante quanto para não se privar de futuros divertimentos. Certa feita, sentado no sofá, viu entrar estripitosamente pela sala o Tadeuzinho, seu filho, a contar-lhe, maravilhado, que assistira a um filme de "injada". Sem corrigi-lo (e milagrosamente, tendo-lhe entendido a fala) aconselhou ao menino que fosse à cozinha relatar o caso a suas tias. Da sala, ouviu arrebentarem na cozinha algumas gargalhadas: "hahah! Indiarada, Niltinho! Indiarada danada, de arco, flecha e o capeta, haha!").]

Certa feita, na estação (onde aparentemente sempe havia chance de diversão) viu tombar ao chão uma ordinariamente muito composta senhora que, de pernas para o ar e saias em reverso, revelava assim suas (de)formas. Ofendida (mas orgulhosamente ofendida, rs) com a indiscrição daquele homem que a espiava, disse a senhora:
- O senhor por acaso não terá já visto roupas íntimas?
-Pois digo à senhora que sim! Apenas nunca deparara velha de calcinha rosa-choque!

Ah, com são bons os avôs!

Feliz de quem canta, no presente,: "...meu avô corta fumaça com tesoura. Meu avô tem plantação de macarrão. Muita graça, muito riso, meu avô sabe brincar. E é tão lindo seu sorriso e é meu aaaaaaa ......... avozinho, avozinho...."

Ah, sim: a primeira lei de Nilton era simplesmente "Dirvirta-se sempre que possível!"

sábado, 28 de agosto de 2010

Plantão "Minas livre de vedetes"

As pesquisas relativas à corrida ao governo mineiro começam a virar, e o impacto psicológico já é grande. Hélio Costa, já iniciado em derrotas por virada, começa a sentir o baque. Em sinuca, a vedete tem diante de si o desafio de maldizer a atual gestão, sem poder tocar no nome de Aécio, seu amigo, e de resto figura blindada pela popularidade. Segundo o colérico atual líder das pesquisas, a campanha do PSDB em prol do Professor Anastasia é suja, mas Aécio, seu amigo, não teria nada a ver com isso, que seria obra dos marqueteiros.

Costa, que outrora já defendeu o (sic) "injustiçado" Collor, e hoje se ancora (como até mesmo o desesperado Serra) em Lula, é capitão de nau muito mal frequentada, e já diz, num New Tom Cardoso, que a disputa caminha para o "pau a pau" que a caracterizará na reta final.

Ora, como já hoje cedo dizia, todos sabemos que os políticos (do que, para o caso, a já desbotada figura collorida é ícone) devem projetar um ethos de sucesso, de confiança, de invulnerabilidade. Se o que Hélio diz em público é que será "pau a pau", sua íntima convicção não será senão a da derrota!

Atenção fiadores da campanha, esvaziem o comitê central antes que a ira se abata sobre o mobiliário, como quando Azeredo virou o jogo, antes quase ganho em primeiro turno!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

No começo era o verbo...

Cego em drops de fanzine:

-E você nasceu sob que signo?
-Linguístico!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

HIC ET NUNC

PRESENTEIE-SE AGORA!

E "...o futuro não é mais como era antigamente".

Mais um fim de semana em que pego a estrada para pousar alhures, alegremente, e me pego pensando nesses slogans do tipo "A cidade que abraça o futuro". Procrastinadores, "desta pra melhor"...
Quero a melhor NESTA! O futuro e o passado travam guerra incessante; um nasce ínfimo e o outro pleno, e vão-se substituindo. O presente, impassível, É o tempo todo. Alheio à guerra, deixa-se estar...
Deixe-se estar, cara.... a fazer! Não é pra te Chicanear, não; longe de mim! Mas ó: "está provado, quem espera nunca alcança!"