domingo, 31 de julho de 2011

Tour Bilhão

Ter à pista é ter a um campo aberto ao simulacro de intercâmbio, em que erros recentes proferem-se, desconfio, a uma falsa audiência motora de ouvidos moucos. Todos entregues à auto-peace-canalhice. A minha faço-a eu em mute. Dou-me tantos e tão bons conselhos que jamais serei bom o suficiente para segui-los à risca; mas arrisco-os, que riscos sempre há.


É ter à pista-terapista. Terá pista Gabriel? All guma, gume cego.


Losing track, and loosening the tracks of the stars of track and field. Battlefield.
Field-Nylon.


Corpos são demente insana.

sábado, 30 de julho de 2011

D'or avant! - AS PÁS da torção.

"Não é a vida como está, e sim as coisas como são". Mas se "são tudo pequenas coisas e tudo deve passar"... "Acho que o imperfeito não participa do passado(...) Acho que gosto de São Paulo, gosto de São João, gosto de São Francisco e de São Sebastião".
E eu gosto de meninas de meninas.
E eu gosto de meninas de... Me ninas?

terça-feira, 26 de julho de 2011

d'Algures àlhures

Batiam-se juntos e apenas correspectivamente confessos por essa verdade clandestina de que comungavam.
É, "no inverno fica tarde mais cedo"...

dans l'espace intime d'une mise en danger maximale...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Drops de Seminarstrasse

Muito estimados Clarice e Fernando,

Ainda me faltam os móveis da sala; eu os tenho visto tão bonitos e de tão plenas possibilidades que acho que ainda me faltarão algum tempo. Faltar-me-ão até que os possa ter tais. E não importa!, que os amigos se veem pra rua, e talvez mais importe a um homem solteiro uma boa cama de casal, sobretudo se homem solteiro "tremenda a mente" bem acompanhado. 

Falta dali sobra de lá: sobra-me ainda um cômodo. Não, não há incômodo; apenas a companhia feminina rapidamente te pode convencer de que um quarto consagrado a uma desajeitada esteira não é senão um quarto estragado. O negócio para o exercício, que também é bom amigo de balzco, é  vê-lo pra rua!

Quanto às missivas de vocês, eu as lerei até o fim de quarta a domingo, vale? Do contrário, podem apontar-me sem dó nenhum as suas potentes epístolas!

Combinado! Sem Juremas a que este Sansão precise oferecer o escalpo em sacrifício para criar coragem, subscrevo-me com respeito filial.

Gabriel, apenas e tão somente. Verde e Quente!


"Eu quero paz, uma trégua
do lilás neon Las Vegas..."

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Ilu... mina!

Ícaro fotofóbico?

"Vicarious existence is a fucking waste of time!"

domingo, 17 de julho de 2011

Caixa Preta

O edifício abrigava muitas torres, de parapeitos entalhados de cenas complexas, ilegíveis ao primeiro olhar, em que donzelas errantes erravam, ao se perderem sem remição. Estava cravado em prédio ornado com vegetação exuberante e cerrada, incompreensivelmente habitada por fauna cujo conjunto não formava qualquer cadeia alimentar. Era construto de porte, vastas dimensões, e dir-se-ia que, potencialmente, estava apto ao abrigo de tanta gente quanta se pudesse avistar das torres elevadas. Sua entrada, ponte levadiça, maciça e intermitente,  de fortes dobradiças, era estrepitosa e sedutoramente ameaçadora. Tudo ali externava em canto, e externo de tanto encanto, que não se perguntavam tantos do interior, encerrado em pranto.
Só o viam visto as britas e rochas de que era feito.

sábado, 16 de julho de 2011

To Be Niquim - Vacina Antititânica

Sou aqui de Minas
De Belzonte, sô!
Sou também baiano
Do reconcânvo
Sou de Porto Alegre
Rio Grande do Sul
Verde, amarelo, 
Branco, azul

Eu soul brasilêro
Não soul estrangeiro...

"Sangue falso bangue-bangue italiano
Swing falso, turista americano..."

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Nogueirismo

"Viver a vida desapaixonada e culta, ao relento das ideias, lendo, sonhando, e pensando em escrever, uma vida suficientemente lenta pra estar sempre à beira do tédio, bastante meditada para se nunca encontar nele. Viver essa vida longe das emoções e dos pensamentos, só no pensamento das emoções e na emoção dos pensamentos. Estagnar ao sol, doutadamente, como um lago obscuro rodeado de flores. Ter, na sombra, aquela fidalguia da individualidade que consiste em não insistir para nada com a vida. Ser no volteio dos mundos como uma poeira de flores, que um vento incógnito ergue pelo ar da tarde, e o torpor do anoitecer deixa baixar no lugar de acaso, indistinta entre coisas maiores. Ser isso com um conhecimento seguro, nem alegre nem triste, reconhecido ao sol do seu brilho e às estrelas do seu afastamento. Não ser mais, não ter mais, não querer mais... A música do faminto, a canção do cego, a relíquia do viandante incógnito, as passadas no deserto do camelo vazio sem destino..."

quarta-feira, 13 de julho de 2011

CentralNORADRENALina

Sob um dos vários pontos de vista que constituem mirantes privilegiados de que se olhar para a vida de um privilegiado, hoje é o primeiro dia do resto da minha vida. Do quanto me empolga vem-me certo desconcerto  por chamá-lo "resto". Nomenclaturas...

Colher de pau pendurada na parede, está decretado, institucionalizado, o abuso de liberdade. O documento fundador reza (algo aqui deve rezar!) que neste sítio é "proibido entrar numa de entrar numa".

Não há muito, e a supressão da instância televisiva autorizou a supressão, no paradigma, do televisor sobre catálogos (o televisor, aliás, é puro catálogo!).

Primeira música ouvida: Dancing With Myself
Primeira música tocada: Infinita Highway
Primeiras providências: Encomendar faxina e internet.
Primeira refeição: Torradas integrais com queijo frescal, preparadas em eletrodoméstico que o carinho engendrou.
Primeiros Simão e Verônica: Diogo e Paula
Primeira... "talvez", "vou pensar", "se você merecer".

Produto do egoísmo? Que socialismo? Não se perguntem pelo futuro de uma ilusão, que não há. Não me engano que o inferno sejam os outros a tal ponto que o isolar-me com minhas circunstâncias seja a panaceia redentora, até porque "errar é humano, colocar a culpa em alguém é divino!". Mas adivinho que não sou divino e, em contrapartida, não disputar contra ninguém partida, não desejar de ninguém a partida, e a eclosão da minha voz ser partida do concurso de alguns acordes, e não de concurso com os "discordes" é já vencê-lo realmente.

No mais, "sem dúvida a dúvida é um fato. Sem fatos não sai o jornal. Sem saída ficamos todos presos, aqui dentro faz muito calor". "Sem saber que a beleza de tudo é a certeza de nada, e que o talvez torne a vida um pouco mais atraente!"

Ah, claro! O primeiro texto lido:

Vou dizer como foi: aluguei uma casa. Só tinha uma cama para por lá dentro, mais nada. Bom. Alguns livros e um gira-discos. Sim. Pois meti tudo isso dentro da casa. Vê-se como sobravam quartos? Pus-me a andar pela casa. entrando e saindo dos quartos. Que se passava? Não compreendi logo. Parecia-me que sempre fizera aquilo, nunca na vida fizera nada senão andar numa casa vazia, de quarto para quarto, ao longo de corredores. Não, não é simbólico. A não ser no sentido em que tudo é simbólico. Aconteceu. Comecei então a escrever aquilo mesmo. A escrita foi-me conduzindo a outro tempo, um tempo simétrico. À matéria cristalográfica do tempo. Na infância havia uma casa onde eu andara assim, por corredores e quartos...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Diz "há sossego!"

Não há unidade neste um só, e não é tornando-o um "não-só" que passaria a haver, como parece lógico, inclusive. A loucura em expiação está no assumirem compromissos, atarem laços que, desvairados, tentam prendê-los ao que são, ao que ainda são e, já indo avante, ao que um dia foram, então. 

Tais laços, se a subjacência é sempre a mesma vontade de ser feliz, não se dão. Dar-se a quem se foi ata-nos, isso sim, por inextricáveis laços, àquilo que, sim, de nós assim fica:alguma dor. Ata-nos consignando-se em atas, que talvez não por acaso assim se chamem. De acaso em acaso em "ah, caso!" vai-se, desabalada carreira, ao ocaso de si-cambiante, se cambiante mesmo, como parece não haver diferente.
Mas quem é que me entenderia, apenas (e no máximo!) rente?

quarta-feira, 6 de julho de 2011

61


 VENGO DESDE TUS BRAZOS,
  NO SÉ HACIA DÓNDE VOY!

domingo, 3 de julho de 2011

Arqui Tectônico 2 : Domini Cal

Pensava se algum arquiteto me poderia convencer da plausibilidade, do interesse em haver prédios residenciais sem janelas nas fachadas. Penso irresistivelmente em um projeto salomonicamente mesquinho, obstativo de privilégios exclusivos e do fratricídio, pela repartição fraterna da frustração. Não, mas a fraternidade não é assim, vai!

Há coisas nesta vida pra que não se pode olhar de frente, e as há de que não se pode olhar de frente. E azar de quem não pode...