Certa vez, enquanto anoitecia em Porto Alegre doidamente, ocorreu ao Bomgaúcho, às margens nada plácidas de um rio vermelho-anil em que mergulhava o sol, a certeza de que o último dia de dezembro é sempre igual ao primeiro de janeiro. Tudo bem, vai! É certeza das menos perigosas pra quem vinha de fazer sua última resolução: da próxima vez só uísque escocês.
Amanhã, como disseram outros muito bem antes dele (conformando-o, conformemo-nos) the sun will be the same in a relative way but will be older! Mas o mesmo bomgaúcho disse (tá, o contexto era outro): todos iguais, todos iguais; uns mais iguais que os outos.
Chega de disse-me-disse! D'hoje pr'amanhã, à meia-noite (two minutes pra midnight todo mundo já atento, hein!) dois iguais vão-se posicionar de costas um pro outro e caminhar na mesma direção mas em sentidos opostos, e todos já sabemos quem vai sair vencedor, em que pese a igualdade. Ao perdedor um jazigo (espero que tranquilo e visitado com parcimônia) na lembrança.
Sem pesos e medidas, sem instrumentos de precisão (e eu com esses números?) eu lhes digo: não se apeguem ao apagado. Sigam. Não vence sempre o melhor? Sigam-no, desde já!
Nisto, quem ri por último ri sempre mais atrasado...

0 seus achismos e meus apostos:
Postar um comentário