Não que julgue que aconteça para impor-me conclusão, ou mesmo reflexão, mas às vezes vem-me uma confluência de objetos nas conversas que traz parâmetros.
Outro dia, em curso no patrão, um professor de Português, desses que não têm lá muito a dizer de novo, a que falta luz, iluminou-me o óbvio ("...toda vez que falta luz o invisível nos salta aos olhos..."): as mulheres mandam. Disse que, no âmbito doméstico, reina a mulher e, na sua falta, a faxineira (já lhes cansei sobre isso...). Mas o âmbito é maior.
Não muitos dias passados, assisti (seguindo oportuna recomendação) a "José e Pilar". A espanhola mulher de Saramago arrebatou-o a Portugal e, em novos baluartes (pilares...), refundou-o. Não canso de ouvir teorias que atribuem às mulheres de Einstein e outros seus grandes feitos. Na Vetusta havia mestra (ou doutora...) cuja obra, diziam, publicava-se sob o nome de iminente professor (dela e nosso).
Pergunto-me se mais que "em tudo" as mulheres estariam "atrás de tudo". Hillary segurou as pontas dos panos sob os quais o marido dera vazão à concupiscência (quem não tem seu sassarico?) e Clinton hoje é ela mesma. Caetano, que já muito elucubrara e inspirara, só viu montarem seus ganhos a patrimônio ao encontrar, ainda Paula, sua Lavigne, uma tigresa de unhas verde-dólar que, sem o dolo de sobrepujá-lo, teve o mérito de impulsioná-lo.
Então por quê indecidir-se ante as decididas que apontam? Adianta? Aponta-te o dedo qualquer mulher! E quem quer mulher qualquer?A mulher é a alma do negócio, Elias!
Diz, almada, o que esperar...
0 seus achismos e meus apostos:
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