No começo era o verbo... Nunca fui um muito bom entendedor das palavras alheias, embora me propusesse amiúde a escutá-las, fazendo-as miúdas partes do meu. Embora não fossem, embora não iam.
Achava impertinentes aquelas ideias que me ficavam na cabeça (Tablet, nuvem... me dá igual! Dá-me muito!). Assombrava-me o que não era então mais do que o de que ora sou feito. Faz-me hora, faz... hora comigo, não... ora comigo... Ora! Comigo!?
Falar de relacionamentos é criá-los. E a mãe? É quem cria ou quem inventa? Não dá a cor da íris o tom na nossa diferença. Já não sei o que lhes aconteceu, não sinto o que sentiram, apenas sinto a partir do que sentiram. Mentiram? Mentiram, que me tiram o que lhes veio e, inconclusos todos, posso em releitura ler qualquer romance pela primeira vez! E se têm todos então a capa vermelha? Carmim... Escarlate... Escalar-te...
É dos outros! É meu! Mas se “eu é outro”, “é meu” é-me alheio!
É dos outros! É meu! Mas se “eu é outro”, “é meu” é-me alheio!
Saussure tinha dito aquilo das palavras e das ideias... Vou lá pesquisar o que disse o suíço....Sou isso? Vou nada! O sangue seca e já a letra não é a minha! Câmbio?
E que fraudes há no riso que eclode indômito por sobre a alma torturada!?
Car ma vie, car mes joies...

Uau!
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