domingo, 2 de abril de 2017

UM SÓ

Estou no escritório ouvindo o primeiro disco dos 1001 que se recomendam para ouvirmos antes de morrer. (É importante que seja antes, pois sem ouvidos dificulta-se a coisa...). Sente-se em Sinatra aquela tristeza já apropriada de quem separou-se de Ava Gardner. Bom disco! Sobretudo porque te poupa do sertanejo, que jamais penetraria esta sala ornada de Beatles, Drummond, gracejos poéticos de uma ou outra canção popular e uma ordem expressa para eu me expressar.
Venho de um show de rock familiar. Apenas os familiares da banda, que tocou em sua própria sala ( a sala da mãe de dois deles) e poucos amigos, entre os quais me contava. Muitos primos, muitos com suas próprias famílias, mulheres, maridos, filhos e filhas. Eu gosto desse ambiente, dessa atmosfera, mas percebo que não preciso que seja eu o responsável por ela. Sou diferente porque sou igual a todos aqueles que são diferentes. Somos iguais pra cá! A única coisa 24/7 (in english...), de perpétuo funcionamento que me atrai é o mar! E mesmo dele gosto de me despedir para o reencontrar. É!... Deixa tudo como está!