Para Duzu
Nada tinham a que os homens
as mulheres
e os comerciais
chamassem riqueza
viviam de forma diferente
os minutos
os institutos
os atributos
neles era frequente o sonho
e esse traço encontradiço
viviam os que o tinham
outros morriam enfermiços
e à sua maneira
à revelia dos cartórios
legavam uns aos outros os sonhos
e alguns poucos petitórios
e assim estabelecidos
viviam do aprendido:
o sonho não é delírio
é apenas outro caminho.