Como a lanterna do andarilho
suspendo meu coração
e não me revela nada
além da própria escuridão
receio as feras
prossigo
há de haver melhores bichos
com que me comunique
sem falar
sem luta
sem fuga
tropeço
arranho as mãos
não ouso apalpar nada
pelo silêncio que ouço
reconheço esta estrada
não leva a lugar nenhum
já não promete o infinito
será mais fácil caminhá-la
que encaminhar novo destino?