O poema é redundante
o poeta leu no mundo o sofrimento
em assombro
viu no mundo a euforia
em sobressalto
a retina é frágil
a invasão parece uma procissão
o poeta acredita fervorosamente no que o adentra
mas eis que tudo contata
a matéria ígnea de si
as sombras
as assombrações
tudo combinado o poeta é o mundo
agora basta a rotação em demanda de sol
e a translação
para que primaveras sucedam invernos