A mordaça que nos demos
no passado e no presente
é farsa em qualquer tempo
muito mais fala a mente
do que os órgãos vocais
daqueles que a ressentem
e mais rápido viaja o pensamento
na noite em que se formula
do que a luz de todos os dias
mais ganhava em externá-los
do que em fingir sepultá-los
como tudo que se adia