sábado, 2 de abril de 2011

Trás-o-Trago

Tão sólido quanto seja teu castelo,
Tão indevassável,
De tão intransponíveis muros,
Deserta-o!

Deserta-o antes que o tome o ermo,
Que o tome o visgo,
Que o tome essa noite!

Habita-lhe os jardins!
As camélias, enquanto tépidas,
Traga-as!

Traga o ar que trazes
Nos interstícios da morte
O fim
Que traga!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Imóvel

Sou rompante
E tudo que irrompe domina
Até que se me rompa a esperança
Até que se me rompam as forças

Desfaz-se rarefeito o mundo
Do que vem de mim
Desfaz-se o efeito no mundo
Do que vai de mim

Estéril idade a daquele que hesita!

quarta-feira, 16 de março de 2011

domingo, 13 de março de 2011

terça-feira, 8 de março de 2011

ADVENTO EM POLPA


Num claro e muito quente dia, a costela evaporou.

Evanescente solidão...